sábado, 30 de dezembro de 2017

A chuva, o trem e as lembranças...

A chuva mansa, depois do temporal,  deixa ouvir o apito do trem, agora longe de casa; o calor persiste, abro a janela,  o ar fresco entra. O apito do trem faz lembrar de quando viemos de Santo André pra cá,  achei que seria uma vida nova,  era sempre super legal vir para o interior, eu tinha 11, a gente se mudou para um bairro próximo à linha do trem, a casa era a uns dois quarteirões da linha férrea,  dava para ouvir o apito, de dia ou de noite, e o barulho característico da roda passando pela emenda dos trilhos, não me incomodava, eu até gostava, durante  um tempo eu queria ser maquinista, devia ser pela vontade de ir embora, na mesma época,  eu imaginava que a melhor coisa que poderia acontecer, era poder voar, para ir para outros lugares e ficar sozinho olhando o mundo de cima. Mudando de cidade,  a gente também muda de escola, a idéia era legal para mim,  sair da velha escola, onde tinha começado os estudos, ter uma turma nova, novos amigos, deixar aqueles que me enchiam o saco, que tiravam sarro de mim para trás,  mas o que encontrei nessa nova escola, era pior do que eu tinha na outra, os garotos principalmente,  eram mais cruéis,  me perseguiam, um inferno. No ano seguinte, mudei de escola de novo, para uma mais central, mais longe de casa, teria que andar mais, mas faria qualquer coisa para não ficar mais um ano naquela escola em que estava, para isso, tive que convencer minha mãe a me mudar de escola, o real motivo eu não podia falar, tive que ser incisivo em que não havia gostado da escola. Na nova escola foi tudo mais tranquilo, mas acho que aprendi a fingir mais, a me moldar mais, o fantasma sempre existia,  mas fui mais feliz lá,  fiz amigos e entrei na adolescência um pouco mais fortalecido. E a linha do trem lá,  ainda perto de casa, com o apito e o barulho do trem. A mesma linha em que eu caminhava sozinho durante horas nos meus dias, a linha do trem que chegava ao Horto Florestal, que chegava nas Três Pontes, onde eu pescava e nadava escondido da mãe,  muitas vezes, meu irmão mais novo ia junto, e a gente quando queria passar medo, ficava embaixo da linha do trem, nas ferragens das pontes, para o trem passar por cima da gente, era muito perto, o barulho,  ensurdecedor, e a gente torcia para o trem ser curto, pra acabar logo,  com medo ... rs. A linha do trem levava ao Horto, para o mato, para as árvores, para o rio, e era meu ambiente preferido, não ligava em estar sozinho, a companhia de alguém talvez atrapalhasse minhas observações,  das árvores,  das plantas, dos bichos e das aves ... eu era feliz ali.

O start dessas lembranças, de muito tempo atrás, foi o apito do trem que ouvi há pouco, estou dormindo na casa dos meus pais,  com a doença do meu pai,  revezamos as noites para dormir o acompanhando, até o restabelecimento dele, e o trem de hoje, nem é eletrico mais !

quarta-feira, 20 de dezembro de 2017

As doenças e as pessoas.


Quando a gente tem uma pessoa próxima doente, daqueles doentes que precisam de cuidado quase que tempo integral, daqueles que precisam de auxilio pra quase tudo, daqueles que as pessoas tem que se mobilizar pra cuidar, porque é um querido ou um membro da família, pode nos mostrar muito mais das pessoas próximas do que a gente está acostumado a ver. Doenças reúnem pessoas, mas pode separá-las também, mudar conceitos, percepções,  doenças mostram até onde vai o teórico e o prático das pessoas, doenças mostram como dinheiro é importante, doenças mostram como ter amigos é importante, doenças mostram muito mais onde somos fortes e onde somos fracos na hora H, doenças mostram como a gente não gosta de sair tanto assim da rotina quanto a gente imaginava, doenças mostram até onde vai nossa paciência, doenças mostram que somos muito mais próximos e temos muito mais a ver com algumas pessoas não tão próximas assim no dia-a-dia, do que a gente imaginava, doenças mostram que todos precisamos de ajuda, que não viveríamos sozinhos, que sim, somos dependentes de muitas pessoas para sobreviver, doenças mostram que somos capazes de cuidar de alguém, mesmo que de muitas maneiras não tenhamos tantas afinidades ou concordemos com o estilo de vida que ela levava. Tudo é um grande aprendizado, nem sempre fácil, momentos de tensão são constantes, mas um grande exercício de empatia e convivência, que, se tudo der certo, todos saem ganhando no final.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

Que beleza !


As vezes não é uma questão estética. O jeito que é mais bonito para a maioria talvez não importe em alguns momentos, ou pelo menos não deveria, pois os conceitos são inventados, os padrões, os modelos. E eles mudam, posso dizer que mudamos também, mas podemos não mudar o todo, porque tem uma coisa imutável na gente também, podemos ficar com a escolha de nos olharmos no espelho e talvez, até mesmo sem ele, simplesmente nos sentirmos bem com o que os olhos vêem. Poder parecer estranho para os outros, um tanto mais velho do que novo, mais tatuado e menos limpo, mas isso tem a ver com individualidades, mas precisamos respeitar como pluralidade.


sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Atenção ... uma deficiência ?


Gostaria muito de  conseguir lembrar em casa, de apagar as luzes que deixo acesas, o mesmo número de vezes que consigo apagar as luzes que as pessoas deixam acesas aqui no trabalho. O que será que acontece com essa cabeça pisciana em casa ? 




quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Esses dias ...


Perguntei por que ele estava quieto esses dias, ele me respondeu que só estava quieto, que estava sentindo que precisava ficar mais sozinho, e que estava sentindo um pouco isso, uma leve solidão, mesmo com as pessoas ao redor, e que isso sempre o levava a pensar, que de uma certa forma, acabaremos como viemos, sozinhos. Mas que não era uma solidão ruim, nem trazia um ranço ou uma tristeza muito grandes com ela, mesmo porque a solidão, segundo ele, nunca o assustou, e se fazia necessária, e que ela, a solidão, estava ausente graças aos amigos, o momento parecia mais uma constatação, de talvez a necessidade de mudanças em situações que ele vinha vivendo há muito, e que mesmo com o passar do tempo, continuavam na mesma, coisas talvez, do tempo, que é mestre em fazer mudar tudo, até o que se acha que não muda, sabe, aquelas mudançazinhas imperceptíveis no dia a dia, mas que em um determinado momento, quando as alterações já estão maiores, nos damos conta. Me disse que às vezes, a falta de perspectiva, o deixava meio pensativo e sem vontade de interagir, avaliando, mas, que como eu sabia, era coisa passageira, logo ele respiraria fundo e o velho bom humor retornaria, mesmo porque, ele acha, e acredita, que a vida tem que ser mais de alegria, do que de tristeza, e tem sido assim, ele garante, e que essas alternâncias são saudáveis, apesar da tristeza ter seu papel importantíssimo nela. Na alegria, a gente pensa mais raso, ele me disse, quando a gente está assim, a gente vai mais fundo na gente mesmo, questiona, as decisões e as escolhas, e torce, para estar no caminho certo. Ele disse que a gente tem que valorizar esses momentos, que são bem importantes e que paradoxalmente, são os momentos que as pessoas menos querem viver hoje em dia. 

terça-feira, 15 de agosto de 2017

Pedrada.


Uma vez eu disse que o que vale é falar. Falar o que se está pensando ou incomodando, mesmo que isso seja a maior besteira do mundo, porque falando o que está incomodando, sempre há a chance do diálogo e do esclarecimento da dúvida, pois a gente tem dúvidas e também as vezes, ou, a cabeça da gente cria duvidas. Parece legal, né ? Mas até tudo se esclarecer de fato, o caminho pode ser bem turbulento. Mas ainda acho que vale falar, mesmo eu achando que tentar ser sempre uma pessoa melhor, que se importa, que se preocupa com o que está rolando à sua volta, que tenta argumentar no lugar de ignorar, é sempre um caminho de pedras. 


segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Situações e situações.


Geralmente somos julgados por sermos sensíveis à injustiças. A vida fica mais fácil, quando se ignora situações que não gostamos de vivenciar, ou o que nos incomoda de alguma forma. Lidar com o suposto incômodo (pois muitas vezes ele não o é, pode ser apenas o que achamos),  é o que pode expor o nosso lado mais humano. Como digo algumas vezes: "difícil é ficar, ir embora é muito fácil." Há situações em que devemos ignorar, mas há outras, que dar a devida importância, é imprescindível.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Mudanças.


Ouço muito dizer que mudar é sempre bom, que dá uma mexida nas coisas, que te tira da zona de conforto, blá ... blá ... blá ...  
Mudar é mudar, oras, pode ser muito bom, como pode ser muito ruim também.
Siga seu instinto, sempre ! Ele não costuma falhar.


segunda-feira, 26 de junho de 2017

Como seu eu, enxerga o outro?


Baseado numa vivência recente, em que o foco era o bem estar coletivo, constatei que o ego, mesmo nessas situações, torna as ações em competições, onde o eu, desqualifica o outro. Os egos tem que se sobressair, mesmo num ambiente de camaradagem, ou, que era para sê-lo.




quarta-feira, 21 de junho de 2017

Era para ser sem-fim, mas teve ...


Desde criança, sempre gostei dos bichos em geral, minha infância sempre foi povoada por uma infinidade de bichos, dos mais variados. E se tinha uma coisa que eu gostava, era de ir pescar com meu pai e meu avô, não pela pescaria propriamente dita, apesar de eu gostar de ver de perto,  as diferentes espécies de peixes que pescávamos, às vezes, os mantinha vivos e os colocava numa enorme taça de vidro transparente que minha mãe tinha em casa, e ela colocava a taça em cima da mesa da cozinha, longe das minhas mãos, e, claro que eles não sobreviviam, coisa de criança, mas eu ficava horas vendo-os nadar, fascinado. Mas para mim era muito interessante essa proximidade com o rio, as matas, estar perto das árvores, observar os tipos de plantas, sentir os cheiros, sentir o frio da manhã e ouvir a "missa do sol", que é quando a passarada acorda e todo mundo canta junto. Dizia meu avô, que horário bom pra pescar é quando amanhece e no finalzinho da tarde, então ainda estava escuro quando a gente chegava, às vezes com névoa acima das águas de uma das curvas do Ribeirão Quilombo, lembro até hoje, da gente chegando, com os pés ensopados de orvalho gelado do mato, da trilha que tínhamos que fazer até chegar à margem. Era uma curva de rio bem bonita, o rio tinha uma correnteza forte, mas calma, e no meio do rio, havia um grande tronco, onde se instalaram plantas aquáticas que ficavam dançando ao sabor da correnteza abaixo da superfície, ganhando cores vivas, conforme o sol ia subindo. E foi numa dessas vezes, se não me engano, que o ouvi pela primeira vez, meu pai, ou meu avô, me ensinaram que aquele era o sem-fim, e parecia mesmo sem fim, pois ele não parava o tempo todo, acho que tive uma fixação por ele, pois o ouvia em todos os lugares que morei, curiosamente, sempre conseguia ouvi-lo ao longe, tanto de dia, quanto à noite, às vezes antes de dormir, já com a cabeça no travesseiro, e sempre gostei do seu canto sem fim, mesmo sem nunca tê-lo visto.
Mas faz um tempo que eu não o escuto, talvez pela mata estar ficando cada vez mais longe de mim, e de onde moro, talvez por ele não ter se adaptado à zona urbana, mas ele nunca saiu da minha lembrança, e ontem, no carro, Dalmo me chamou à atenção para uma parte de uma musica, que lembrava o canto dele, e ele voltou à minha memória, o sem-fim. Vou ficar atento, quem sabe volto a ouvi-lo. 


Fim também tiveram várias coisas dessa pequena história da minha infância, o Ribeirão hoje, está praticamente morto, em suas águas negras de poluição, creio que não haja mais peixes, às margens dele, onde pescávamos, hoje é uma ocupação de moradores sem terra, e meu avô, faz já um certo tempo, não está mais aqui. 

Nunca me esqueço do termo "Missa do Sol", que aprendi no pequeno, mas valioso romance de Jose Mauro de Vasconcelos, Coração de Vidro,  que algumas vezes me fez chorar, e que talvez, tenha uma certa responsabilidade por hoje em dia, eu não querer possuir mais nenhum bicho de estimação que tenha que ser tirado da mata, ou do rio. 



terça-feira, 20 de junho de 2017

Os outros ... sempre eles ...


Às vezes me impressiono com a quantidade de pessoas que usam as mídias sociais para ficar mandando recadinhos para as pessoas, coisas tipo: para as pessoas invejosas, para as pessoas que se intrometem na vida de outras pessoas, para as pessoas fofoqueiras, enviando passagens bíblicas para apontar o próximo, e por ai vai ... e detalhe, usam frases prontas pra isso, nem se dão ao trabalho de pelo menos escrever o que pensam, pegam pronto de outro lugar ! E ai, conhecendo as pessoas que fazem isso com muita frequência, penso que esse tipo de atitude diz mais a respeito delas próprias, do que dos outros.
É sério mesmo que as pessoas acham que a vida delas não dá certo por conta dos outros ? Que elas são tão legais e superiores que há uma horda "voodoozando" a vida delas o tempo todo ?
Pessoal, na boa, a vida é bem mais legal que isso, e as outras pessoas influenciam bem menos a nossa vida do que a gente imagina, veja suas escolhas, isso sim ! Relaxe e viva ! 
Aproveite a mídia social exclusiva de fotografias, para mostrar seu melhor lado, seu melhor ângulo,  o que há de belo à sua volta, aprenda a olhar em volta, compartilhe coisas boas ... olha o tempo, e neurônios perdidos, jogados fora !


segunda-feira, 19 de junho de 2017

Livre-arbitrio ?


Livre-arbítrio.
Subsdtantivo masculino.
FIL
Possibilidade de decidir, escolher em função da própria vontade, isenta de qualquer condicionamento, motivo ou causa determinante.

Pensa ai !






terça-feira, 13 de junho de 2017

Why does my heart feel so bad ?


Ouvi essa musica no rádio hoje de manhã, e, além de ser um clássico, me fez lembrar da animação, que é o clipe dela, e me deu uma certa tristeza, pois uma musica já não tão atual, continua tão atual, a vibe da humanidade continua a mesma, senão pior ... uma pequena espiada matutina nos sites de noticias para se situar, e se constata que estão lotados de notícias para lá de ruins de uma maneira geral: violência, drogas, corrupção, direitos a menos aos menos favorecidos, governantes totalmente desinteressados pela população em geral e das minimas necessidades dela, desemprego, crise econômica,  e por ai vai. E o pior, sem perspectiva de melhora a curto/médio prazo, dá um desânimo gigante, mas não dá para não imaginar que isso tudo que está rolando, que tudo isso que estamos vivendo/engolindo, de uma certa forma, é o resultado do estilo de vida de cada um de nós. E eu ainda não consigo ver uma mudança significativa nas pessoas. 





segunda-feira, 12 de junho de 2017

Ame.


Não consigo entender um amor que para ser amor, tem que seguir um padrão de gênero. Não consigo entender amor violento. Não consigo entender amor possessivo. Não consigo entender amor egoísta. Não consigo entender amor que aprisiona. Não consigo entender as pessoas corrompendo o sentido da palavra amor. No amor, não cabe nada que não seja bom.
Ah o amor ! Essa palavrinha tão abrangente de sentimentos e sensações, de nervosismo e felicidade, de ansiedade e amizade, de carinho e companheirismo, de momentos bons e momentos difíceis, mas de coisa junta, de coisa pensada coletivamente, de coisa feita à várias mãos. 
O amor, a gente valida todo dia, mas um dia especial para comemorar também é legal, ainda mais numa segunda-feira, para fazê-la diferente, no mínimo, a gente pensa muito mais na pessoa que a gente ama ... Deixe-se levar pela vibe do dia ... sinta ... 




quinta-feira, 8 de junho de 2017

Vidas quase não vividas ...


Tem umas coisas que me deixam de bode, sempre! Ontem saímos para passear com os cães, e passamos em frente à casa do vizinho, ele não estava lá, mas estavam os cinco gatos, espremidos entre a janela e a tela de proteção, que não os deixa sair. Todos praticamente na mesma posição olhando para a rua, talvez observando o gato branco da vizinha da frente passeando pela calçada. Ok, eu sei que tem esse lance de segurança, que dentro de casa eles estão protegidos dos perigos de uma vida na rua, da fome e do abandono, já tive até algumas discussões com amigos que tem gatos a respeito. Mas para mim sempre parece muito injusto com o bicho, viver a vida toda, as vezes confinado dentro de uma casa, algumas tem quintal, claro, e isso é bem legal, ou de um apartamento, as vezes  sem sacada, a vida toda, as vezes sozinho, sem outro gato para fazer companhia,  saindo uma vez por ano pra ir ao veterinário dentro de uma caixa. Tenho cães, mas cães saem pra passear, pelo menos nos esforçamos para que eles saiam quase todos os dias, e eles amam isso, já com gatos, as pessoas não tem esse costume. As vezes me pego pensando, se eles pudessem escolher, o que eles prefeririam, a prisão perpétua segura, ou uma vida livre com seus perigos ... 


quarta-feira, 7 de junho de 2017

Quarta-feira sendo quarta-feira ...


Do que a gente pede pro divino, isso para quem acredita, é claro, depois de saúde, acho que o mais importante é: paciência, para suportar esse espaço de tempo entre o surgimentos das "zicas" e a solução delas. A gente faz um exercício diário para se manter calmo, respira, conta até dez, muda a energia ... mas ... Dai-me paciência ! Claro que um pouquinho de dinero, ajuda também a gente se manter calmo, mas as vezes, ele também é a razão da falta dela, melhor não estender ... vamo que vamo !


terça-feira, 6 de junho de 2017

Constatações ...


Conversando com uma amiga ontem mo Whatsapp sobre uns acontecimentos, ela me solta essa:

[12:53, 5/6/2017] C T: a anna sempre diz                      
[12:53, 5/6/2017] C T: quem nao pertence, faz de tudo pra pertencer                      
[12:53, 5/6/2017] C T: e nunca pertencerá

Ficou na minha cabeça ...


segunda-feira, 5 de junho de 2017

BlueBeard ...


O BlueBeard, está perto ...


As ondas do mar na barba, o barco, talvez à deriva, na cabeça, os olhos mansos e tranquilos de quem tem a consciência tranquila ... 



quinta-feira, 30 de março de 2017

Deixe-se levar ...


No loop infinito aqui desde ontem com ela, fazia um tempo que não ouvia a banda, redescobertas as vezes vão muito bem ! Relaxe, feche os olhos e deixe-se ... uma #trip o som, pelo menos para o pisciano aqui ... #enjoy !





quarta-feira, 29 de março de 2017

E segue ...


As coisas simplesmente acontecem. Acontecem porque tem que acontecer, não é de propósito e não é para ferrar a sua vida num momento em que tá meio complicado. As coisas simplesmente acontecem, não é porque deus ou o diabo quiseram, simplesmente acontecem. Não é para deixar sua vida melhor ou pior, porque acontecem coisas boas também, mas essas não ganham a dimensão que deveriam, a gente não controla nada, a sequência de fatos vai se desenrolando e a gente é que tem que se adaptar a eles, por mais enlouquecedor que isso possa parecer, não há outra maneira. Porque as coisas acontecem e não adianta tentar achar uma explicação ou culpar alguém ou a si mesmo, a gente não controla. Eu gostaria de acreditar em algo que explicasse, mas isso se perdeu ha um tempo atrás. Eu gostaria de pensar assim, como descrevi, com clareza, mas para um pisciano, sempre há um drama. Pelo menos, até tudo se resolver, porque de uma maneira ou de outra, tudo se resolve.


terça-feira, 28 de março de 2017

Pra viver ...


Não adianta, estamos sempre ligados a um monte de pessoas que estão à nossa volta, de "n" maneiras e por "n" motivos. Não conseguiríamos quase nada sem essas relações, gostando ou não delas.




quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

#viagens ...


As vezes, a gente só sente uma grande canseira, aquela que vence até otimismo de pisciano. Só resta a teimosia.


segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Esses dias ...


Há dias que são verdadeiras segundas-feiras, nada contra segundas-feiras, são necessárias. São pequenos começos, são dias em que tomamos decisões. Quem nunca deixou de fumar numa segunda-feira, começou uma dieta na segunda-feira? Quem nunca deixou algo para segunda-feira? E quem nunca ignorou a segunda-feira e não fez nada a que se propôs, dane-se! Mas não é o dia propriamente dito, é a energia dele, dependendo do estado de espírito que nos encontramos, uma sexta-feira pode ser uma segunda-feira tranquilamente, apesar da vibe desses dois dias serem totalmente diferentes! Há dias ... dias? Não, períodos, em que a gente quer que algo aconteça de diferente, que quebre a rotina, que mude algo, para o lado bom, claro, há mudanças que vem para piorar as coisas, e isso, obrigado, já tem bastante, pequenos aborrecimentos cotidianos é o que não falta . Mas há todo um mundo de acontecimentos interligados e que de uma certa maneira, interfere para que essas coisas diferentes para o bem, aconteçam ou não na vida da gente, desde nossas escolhas pessoais, até o momento político-econômico do país que moramos. Ai, não tem muito o que a gente fazer, a não ser esperar um pouco, pra ver se algo de bom acontece. As vezes não acontece, e a gente fica aqui escrevendo, numa segunda-feira.


segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

A vibe.


Tanta gente reclamando de tanta coisa, contra tanta coisa, não sem razão, tem um monte de coisa errada acontecendo e que merecem ser discutidas e combatidas, mas a coisa anda tão unilateral ! Tem coisa boa acontecendo também o tempo todo, mas pouco se fala sobre elas, parece que isso é segundo plano, com uma importância menor, o mais importante é mostrar só o que está errado no mundo, reafirmar o tempo todo que tudo está errado, o que, de uma certa maneira, não é verdade. E fazem isso com uma raiva, com uma gana, que acho que cria uma vibe estranha, que contamina muito, que faz muito mal num geral e que não agrega o devido valor à discussão, que não desperta o real sentimento de conscientização, só gera mais ódio, mais segregação.  Parece que o que rola de bom, para ter validade, tem que ter partido político certo, ou ser feito pela pessoa publica certa, senão não tem a menor importância, sempre se evidencia só o ponto ruim. Um monte de gente, que se propõe, ainda, a defender um lado só e gasta os dias desqualificando o outro, num momento em que era para estarmos todos juntos. Mas uma coisa tenho notado nisso tudo, essas pessoas estão falando cada vez mais, sozinhas.