quinta-feira, 21 de julho de 2016

É aos pedaços que se vive.


A vida é feita de pedaços da gente. Ela sempre cobra algo, não tem jeito. Por mais que a gente não se dê conta disso, é isso que acontece. A cada coisa que dá certo, a cada coisa que dá errado, lá se vai um pouquinho da gente, mesmo se você for do tipo que não faz nada da vida, também usa esses seus pedaços. Podem ser pedaços fisicos, podem ser pedaços psicológicos, pode ser desgaste mental ou simplesmente o tempo que se tem de vida aqui. Talvez o que controle seja tudo o que se sente, tudo o que o corpo sente. Tudo que a mente sente influencia no corpo, tudo o que o corpo sente influencia na mente, coisas interligadas que talvez determinem o tempo que o corpo permanecerá aqui. Corpo são, corpo doente, também depende disso o curso que a vida vai tomar, determinando momentos. A gente tem um certo controle sobre isso, mas pouco de um modo geral, momentos felizes, que a gente não sente os pedaços irem, e os momentos tristes, em que os pedaços parecem grandes, e doem quando vão. Até o momento, em que tudo é consumido.





2 comentários:

  1. Interessante isto. Você me perguntou por lá, em tom de brincadeira claro, quando foi que eu envelheci. Respondo: Quando, sob o prisma deste texto, percebi que o envelhecer é algo inevitável mesmo e que também não é de todo ruim. Pelo contrário. Envelhecer nos permite redescobrir alegrias simples e desfrutá-las com o maior prazer e também perceber que os problemas e as tristezas não são tão difíceis de serem vividas e superadas quanto pareciam ser algum tempo atrás.

    Gostei muito desta reflexão que você levantou neste post.

    Beijão

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  2. adaptação......gosto dessa palavra.....os pedaços se vão, outros ficam....adaptar-se é o que mantém aquilo que nós mesmos somos....( em qualquer tempo ).

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