segunda-feira, 25 de julho de 2016

Nessa longa estrada da vida ... ♫



Ah ! A fragilidade que o seres humanos adquirem ao ficarem velhos. As vezes dói aos olhos e ao coração ver como somos, ou nos tormamos, cada vez mais frágeis, talvez seja essa a maneira mais correta a dizer, pois sempre fomos, a vida toda, frágeis, desde o nascimento, porém, nessa fase da vida temos responsáveis que zelam por nós, diferentemente do oposto, quando não se está no começo, mas já adiantado na estrada, e esses responsáveis não sejam uma certeza, e apesar de sabermos de uma certa maneira como viver, as coisas são bem mais complicadas. Quando se nota isso nos velhos, o declínio, a incerteza, a insegurança, a dependência, e em alguns casos, a solidão, sem falar na falta de dinheiro nessa fase complicada da vida, temos que lidar com certos sentimentos, variando ai de pessoa para pessoa, cada um os tem de maneira diferente, ainda mais quando esses velhos são os nossos pais, quando a gente se dá conta, de que nossos heróis/vilões, estão se tornando esses seres frágeis e dependentes. Impossível não traçar um paralelo nesses tempos, em que nunca se viveu tanto, em que nunca se teve tantos recursos para prolongar a vida, ao mesmo tempo que cresce vertiginosamente a insensibilidade dos humamos para com humanos velhos. Me questiono até que ponto vale a pena essa longevidade, em casos em que se perde a dignidade ou a vida fica limitada a pouquíssimas atividades, me pergunto porque sou uma pessoa super ativa, e não me imagino de outra forma,  mas vai ver, que até eu ficar mais velho, eu me torne menos ativo, talvez o tempo se encarregue disso, como de todas as outras coisas que com certeza ele se encarregará, pois vivemos tempos em que quase não nos observamos, de repente a gente se assusta ao ver as diferenças, quando se vê, já foi, ou o caminho contrário, a gente até se observa, mas se observa tanto todo dia, enxergando outra coisa no espelho,  e as mudanças são tão imperceptíveis no dia a dia, que as vezes temos a mesma sensação, de que uma mudança grande aconteceu, sem que fosse notada, e assim, creio eu, as energias vão sendo minadas nesse processo, com o tempo, todas. É um processo natural. Em um mundo não humano, os animais creio que não passam por um processo de velhice tão longo, por exemplo, num mundo de animais caçadores e caçados, os velhos se vão logo, pois sem vitalidade para lutar ou fugir, são logo caçados, o fim é o mesmo, mas talvez, de forma um pouco menos longa e dolorida. Enfim, é do ser humano se apegar ao menor fio de vida que ainda lhe resta e prolongar o máximo a estadia por aqui, salvo exceções. Mas vamo ai, que só fica velho quem não morre, e a vida, de uma maneira geral, mesmo a gente não tendo escolhido nascer ou não, é uma experiência bem interessante, tanto que a esmagadora maioria, nem pensa em querer morrer. E cada um, tem sua trajetória por aqui, e basicamente todos passaremos por um final parecido. Nos resta torcer, para que seja de uma maneira leve. Claro que essa fragilidade é uma parte do processo todo da velhice, há muita vida e coisa boa acontecendo junto a tudo isso, a coisa muda totalmente de pessoa para pessoa, cada história de cada um. 





2 comentários:

  1. O que conta nisto tudo, e q para mim que já estou há tempos neste processo, é que, se soubermos, a gente vai estendendo as possibilidades, mesmo q outras pois elas são infinitas, até o dia q der. Quando perceber q não dá mais, facilito a partida final, sem remorsos ou sentimentos ruins, levando a certeza de que emoções eu vivi.

    beijão

    ResponderExcluir
  2. O ponto nevrálgico do texto é: vale a pena extender a vida cronológica se a qualidade dessa vida não é boa?
    Eu acredito que não!
    A velhice requer adaptação como qualquer etapa da vida, mas temos dado muito pouca oportunidade para o velho adaptar-se.
    O mundo moderno percebe juventude como uma virtude quando ela é simplesmente uma etapa da vida. Antigamente o velho vivia menos, porém tinha seu lugar (e qualidade de vida) respeitosamente assegurado dentro da sociedade.
    Hoje podemos viver mais, mas a velhice tornou-se um demérito tanto quanto a juventude tornou-se uma virtude!
    O pior de tudo é ver que até nós , os da meia idade, acreditamos um pouco nisso.... Tememos a velhice e invejamos a juventude...
    Tempos dementes....Crenças dementes.

    ResponderExcluir