terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Tranformações


O tempo tem o dom de mudar as coisas, ele, me parece, sempre vai atenuando as coisas, os sentimentos, os pesos da vida. Assim como é boa a leveza que ele dá à um fato ou situação difícil, tornando-a mais suportável, à medida que ele passa, é muito ruim essa mesma mudança numa situação de felicidade e bem estar que vai se tornando cotidiana e sem muita graça. É como se com esse movimento contínuo, ele nos quisesse mostrar que a coisa nunca pára no sentido de que mudanças são extremamente importantes. Não necessariamente mudar tudo, mas talvez, só o olhar diferente ou não deixar de notar as peculiaridades que ele atenua com o seu passar, já valem pra tornar um dia diferente, que é o que a gente sempre quer e precisa. A mudança, assim como ele, acontece todos os dias e em todos os momentos, falta-nos tempo talvez, para enxerga-la ? E mudança vale para tudo e para todos, mas, como em todos os momentos, é preciso saber detectá-la, e há movimento positivo e negativo na mudança também, nem sempre a mudança é positiva, oras ! E Some-se a isso todo, o olhar e o comportamento individual de todos os envolvidos na nossa rede, a respeito dessas atenuações ! Vivemos cercados de coisas, situações e pessoas e cada uma muda ao seu jeito e a seu tempo, alterando totalmente o grau de importância em detrimento a outras coisas, situações e pessoas. Algumas ficarão, outras irão. Quando ? Só o ...





quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

As zicas nossas de cada dia ...


Há períodos, de sequências de "zicas" ininterruptas, que nem a melhor das Pollyannas daria conta. Sou um tipinho que tenta sempre ver todos os lados da coisa e que tenta ser racional, apesar do "piscianismo", afinal, as coisas acontecem não por acaso, há uma sequência nisso tudo, de nossas escolhas, de escolhas dos outros que de alguma maneira afetam nosso cotidiano. Mas olha, é muito ruim quando isso vem com uma certa constância e persiste por um tempo mais que o razoável. Cansa ! Eu sei que a gente controla apenas uma parte das coisas que acontecem na vida da gente, mas pequenas frustrações, estragam a vibe do dia, senão uma programação que estava sendo definida. A gente programa e planeja sim algumas coisas na vida, é o que nos dá norte pra seguir em frente, o que seria da vida sem os planos ? Morte e doenças podem sempre estar no meio disso, inviabilizando, mas fora isso, a gente não conta com algumas coisas que parecem surgir do além ! Se resignar as vezes é bem "fueda"! E é preciso ter uma boa dose de força de vontade para segurar a onda, se livrar da rasteira e, não cair ! Ando vendo muita gente atribuindo um monte dessas coisas à esse "aninho" de 2016, e está sendo um ano bem estranho mesmo, e pelo jeito, as "zicas" estão acontecendo com muita gente, talvez, coisas da crise e da vibe que ela cria, mas não consigo acreditar muito que a culpa é só do ano, mesmo porque, passando-se de 31 para 01, muito pouca coisa muda além da data. É, a vida não está fácil não, como diz minha mãe, tem que "amarrar as calças", e mesmo assim ... 
Mas vamo ai, enquanto houver vida e uma porta de saída, há ainda alguma esperança ... mas que tá "fueda", tá !

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Constatações.



É muito maluco como as pessoas negam nos outros, os próprios comportamentos. É como se enxergassem no outro algo ruim, a ponto de ser repelido, ao mesmo tempo que praticam a mesma coisa e  não conseguem ver isso em si mesmos, e que igualmente é ruim e surtem o mesmo efeito.


segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Constatações.



Quando a viagem é longa, alguma coisa sempre se perde no caminho, meio que inevitável,  as vezes, irrecuperável. Mas a vida continua, e a gente consegue sobreviver,  as vezes bem, com as perdas, que com o tempo são transformadas, e talvez daí, ganhem até um outro status.


Foto Marcos Campos - Casa Arq. Flavio de Carvalho - Valinhos - SP




sexta-feira, 29 de julho de 2016

Alheamentos.



Alheio à vida em séries de tv. A violência que não choca, sangue, morte, facadas, tiros,  o bizarro as vezes monstruoso que comove, aceitável, interessante, o irreal provocando emoções, inaceitável no mundo real para muito menos. Abominamos violência na vida real e a consumimos de maneira assustadora, e gostamos, nos deliciamos com ela,  como se a dor não fosse real, como se os gritos, o sangue e o terror nos rostos, fossem sempre pura interpretação e entretenimento, como se não fizessem parte do nosso cotidiano real. Talvez explique nossa frieza nesses tempos. Um capítulo. Ansiedade, outro. Meia noite, fim de mais um capítulo. Aterrissagem à vida real novamente. Dormir, sem sono, adrenalina das emoções,  porém necessário, o físico pede. Há trabalho no dia seguinte. Escova de dente, toneira, água, fria, espelho, vaso sanitário. Luminária muda no criado também mudo, kombis miniaturas, óculos, o cara eternamente fumando à minha frente, mas nunca haverá câncer nele, em seu rosto sério, porém com um esboço de sorriso, o circulador de ar quadrado, antigo, antes branco, agora amarelado permanentemente pelos anos, prostrado, esquecido desde o verão, não circula nada nesse clima,  meio que fazendo parte da decoração. Livro. Outra história antes do sono. Sombras em mínimos movimentos no teto na penumbra ... zzz





quarta-feira, 27 de julho de 2016

Um dia meio ... quarta.




Musica é uma coisa atemporal. Algumas bandas ou musicas vão com a gente a vida toda depois que as ouvimos uma vez. Uma unica vez é o suficiente para formar o amálgama.
Um tempo atrás, eu cheguei à conclusão que dias tristes eram mais interessantes para a gente se enxergar melhor, refletir, e continuo achando isso, sem a desatenção dos dias alegres a gente consegue enxergar melhor, mas aprendi também, a não confiar totalmente nos sentimentos de um dia triste, pode não ser real, o todo ou partes.





terça-feira, 26 de julho de 2016

Obrigatório !




Sou fã do Karnal, vejo muita coisa dele, esse, creio que seja obrigatório, e bom para deixar sempre à mão, para ver de novo ! Enjoy !



segunda-feira, 25 de julho de 2016

Nessa longa estrada da vida ... ♫



Ah ! A fragilidade que o seres humanos adquirem ao ficarem velhos. As vezes dói aos olhos e ao coração ver como somos, ou nos tormamos, cada vez mais frágeis, talvez seja essa a maneira mais correta a dizer, pois sempre fomos, a vida toda, frágeis, desde o nascimento, porém, nessa fase da vida temos responsáveis que zelam por nós, diferentemente do oposto, quando não se está no começo, mas já adiantado na estrada, e esses responsáveis não sejam uma certeza, e apesar de sabermos de uma certa maneira como viver, as coisas são bem mais complicadas. Quando se nota isso nos velhos, o declínio, a incerteza, a insegurança, a dependência, e em alguns casos, a solidão, sem falar na falta de dinheiro nessa fase complicada da vida, temos que lidar com certos sentimentos, variando ai de pessoa para pessoa, cada um os tem de maneira diferente, ainda mais quando esses velhos são os nossos pais, quando a gente se dá conta, de que nossos heróis/vilões, estão se tornando esses seres frágeis e dependentes. Impossível não traçar um paralelo nesses tempos, em que nunca se viveu tanto, em que nunca se teve tantos recursos para prolongar a vida, ao mesmo tempo que cresce vertiginosamente a insensibilidade dos humamos para com humanos velhos. Me questiono até que ponto vale a pena essa longevidade, em casos em que se perde a dignidade ou a vida fica limitada a pouquíssimas atividades, me pergunto porque sou uma pessoa super ativa, e não me imagino de outra forma,  mas vai ver, que até eu ficar mais velho, eu me torne menos ativo, talvez o tempo se encarregue disso, como de todas as outras coisas que com certeza ele se encarregará, pois vivemos tempos em que quase não nos observamos, de repente a gente se assusta ao ver as diferenças, quando se vê, já foi, ou o caminho contrário, a gente até se observa, mas se observa tanto todo dia, enxergando outra coisa no espelho,  e as mudanças são tão imperceptíveis no dia a dia, que as vezes temos a mesma sensação, de que uma mudança grande aconteceu, sem que fosse notada, e assim, creio eu, as energias vão sendo minadas nesse processo, com o tempo, todas. É um processo natural. Em um mundo não humano, os animais creio que não passam por um processo de velhice tão longo, por exemplo, num mundo de animais caçadores e caçados, os velhos se vão logo, pois sem vitalidade para lutar ou fugir, são logo caçados, o fim é o mesmo, mas talvez, de forma um pouco menos longa e dolorida. Enfim, é do ser humano se apegar ao menor fio de vida que ainda lhe resta e prolongar o máximo a estadia por aqui, salvo exceções. Mas vamo ai, que só fica velho quem não morre, e a vida, de uma maneira geral, mesmo a gente não tendo escolhido nascer ou não, é uma experiência bem interessante, tanto que a esmagadora maioria, nem pensa em querer morrer. E cada um, tem sua trajetória por aqui, e basicamente todos passaremos por um final parecido. Nos resta torcer, para que seja de uma maneira leve. Claro que essa fragilidade é uma parte do processo todo da velhice, há muita vida e coisa boa acontecendo junto a tudo isso, a coisa muda totalmente de pessoa para pessoa, cada história de cada um. 





sexta-feira, 22 de julho de 2016

Uma questão de fazer questão.



Não adianta, a gente pode até ter uma simpatia por algumas pessoas e por algum tempo tentar uma proximidade, achando que aquilo vai resultar numa amizade, e pode mesmo, mas pode não virar nada também. Cada vez mais me convenço, que quando for para acontecer, a coisa acontece sem que se tenha que pensar muito, sem articular proximidades e encontros e convites, nada disso, a coisa flui naturalmente, assim como pode fluir também um distanciamento. Num primeiro momento a gente pode até achar uma coisa, que com o tempo, vai se mostrando diferente do que realmente é, quem nunca achou aquela pessoa super legal, ou chata pra caramba, e foi vendo que não era nada daquilo depois?  Falando em redes sociais, uma vez eu disse, porque já aconteceu mais de uma vez comigo, que se você quer destruir sua expectativa a respeito de uma pessoa, se torne amigo dela em redes sociais. Claro que não é uma regra e o contrário, claro que acontece. Mas em alguns casos, a diferença é tão grande, essa coisa de vida virtual/vida real, uma grande encenação. 
Mas isso tudo também é um processo natural, claro que a medida que se vai conhecendo melhor as pessoas, se cria maior afinidade ou não. Mas não sei, as pessoas me parecem complexas nesses tempos, fazer amigos parece que ficou um pouco mais complicado, talvez seja essa individualização das pessoas, sempre tenho uma certa sensação de que falta simplicidade à elas, uma impressão que todo mundo é muito hoje, muito em muitos sentidos que não só pessoas, tem que se ter uma lista enorme de adjetivos atrelados à sua pessoa, pra se ser pessoa.
Isso pra dizer, que o que importa mesmo é gente que faz questão da gente. Amizade, assim como amor, são palavras que tem um outro sentido nesses tempos, um tanto quanto banal, tanto que nunca se esteve tão só, em meio a tanta gente, ou tão cercacado de pessoas conectadas real ou virtualmente, e tão sozinho. Basta se meter numa encrenca ou precisar de ajuda de fato e humana pra ver quanto sobra perto. Enfim, amigo, é coisa pouca mesmo, um número pequeno que fica por perto, e as vezes nem isso, fica longe, mas tá lá, uma questão geográfica. Então não se preocupe com aquela pessoa que você tenta se aproximar e não rola, ou aquele seu amigo que está se distanciando cada vez mais, não adianta uma forçação. São  poucas pessoas, essas que como disse, que fazem questão, que importam. 






quinta-feira, 21 de julho de 2016

É aos pedaços que se vive.


A vida é feita de pedaços da gente. Ela sempre cobra algo, não tem jeito. Por mais que a gente não se dê conta disso, é isso que acontece. A cada coisa que dá certo, a cada coisa que dá errado, lá se vai um pouquinho da gente, mesmo se você for do tipo que não faz nada da vida, também usa esses seus pedaços. Podem ser pedaços fisicos, podem ser pedaços psicológicos, pode ser desgaste mental ou simplesmente o tempo que se tem de vida aqui. Talvez o que controle seja tudo o que se sente, tudo o que o corpo sente. Tudo que a mente sente influencia no corpo, tudo o que o corpo sente influencia na mente, coisas interligadas que talvez determinem o tempo que o corpo permanecerá aqui. Corpo são, corpo doente, também depende disso o curso que a vida vai tomar, determinando momentos. A gente tem um certo controle sobre isso, mas pouco de um modo geral, momentos felizes, que a gente não sente os pedaços irem, e os momentos tristes, em que os pedaços parecem grandes, e doem quando vão. Até o momento, em que tudo é consumido.





sexta-feira, 17 de junho de 2016

Sagrado.



Um dia desses estava almoçando, e terminada a refeição, notei que tinha ficado um único grão de arroz no prato. Fiquei olhando para ele e imaginei todo o camilho que ele percorreu para estar ali, na minha frente para ser devorado. Desde seus ancestrais, outros grãos que deram origem a ele, que tiveram a sorte de serem selecionados, não para serem devorados, mas para serem plantados e deles, originar as plantas que fariam muitos outros grãos que não teriam a mesma sorte. Fiquei olhando para ele e pensei que ele não mereceria ficar ali. Ele, com toda a sua história, desde que era semente plantada na terra, terra que teve que ficar sem a sua floresta para que ele tivesse espaço para ser plantado, que virou planta e consumiu minerais e água e a energia do sol, que foi verde e amadureceu, que consumiu a força de trabalho dos homens que plantaram e o colheram, que usou o diesel do trator para ser colhido, que usou energia elétrica para sofrer inúmeros processos de transformação, que usou de novo o diesel nos caminhões para ser transportado por centenas de quilometros, que usou o plástico da sua embalagem, enfim, resultado de toda uma enorme rede de ações humanas, abrangendo uma infinidade de mãos que foram necessárias à todos os processos a que ele foi submetido, chegou à cozinha e foi manuseado e cozido, para chegar ali, e servir de alimento e transformado em energia vital. Não, não era um simples grão de arroz, depois de toda essa trajetória, era na verdade um pequeno milagre, era na verdade, sagrado, por ser alimento, e que se ficasse ali, iria para o lixo depois disso tudo, então, o comi.

Mercado Municipal de Campinas - Foto Marcos Campos



quarta-feira, 1 de junho de 2016

Preguiça!


Sabe aquela chuva preguiçosa? Aquela que não molha rápido ? Aquela que dá preguiça de pegar o guarda-chuva porque não é para tanto, mas se não pega-lo ela molha mais do que a gente imaginava quando sai? Aquela que não faz muito barulho, que faz aquele baixinho que a gente escuta assim, meio sem querer, e dai nota que está chovendo. Aquela que demora pra descer pelas calhas, aquela que não tem pressa. Aquela que a gente fica de cócoras olhando cair, e que vai preenchendo o chão com seus pingos concentrados, que não escorrem, mas que com um pouquinho de tempo, vão se juntando uns aos  outros e acabam molhando o chão todo, devagar, com aquela água que fica, que não escorre, que muda a cor do chão. Aquela chuva que a a gente só nota quando vai pra cama e apaga a luz, no escuro e no silencio, a gente consegue ouvir aquele barulhinho suave dos pingos quando tocam o chão, sem raio, sem trovão, mansa, a chuva preguiçosa que embala o sono. Aquela que a gente gosta, que as plantas gostam, com a calma certa para noites certas.


Vista dos prédios do Galleria Shopping - Campinas - SP. Foto Marcos Campos.




terça-feira, 24 de maio de 2016

Apostas.


Ainda continuo na minha tese que a gente sabe muito pouco sobre quase tudo que acontece no meio político. Até na esfera particular, não podemos ter certeza de muita coisa que acontece ou pode acontecer à nossa volta. Analisando friamente,  tenho a impressão de que não podemos afirmar com 100% de certeza o que vai resultar de nossas próprias ações, sempre é um ato de coragem, um desafio, por menor que ele seja, e a gente tem que bancar o que vier depois. Esse meu raciocínio está apenas considerando à nós mesmos e nossas proprias ações e opiniões, ou seja, nossa responsabilidade. Imagine um cenário de conflitos entre certezas sobre verdades e mentiras, erros e acertos, culpados e inocentes, relacionadas à ações de terceiros, pessoas distantes, que nem conhecemos, mas que  de uma maneira ou de outra, as vezes indiretamente, escolhemos, que influenciam no nosso dia-a-dia, e que sabemos ser completamente influenciáveis e corruptíveis. Dá para colocar a mão no fogo por algumas dessas pessoas mesmo ? De verdade ? A maioria espectadora quer a mesma coisa, de uma certa forma um bem comum, e essa mesma mesma coisa os divide, o que parece muitas vezes não é, e o contrário também acontece. É como se fosse (ainda!), uma guerra de torcidas que vergonhosamente acontece muito em nosso País do futebol (#sqn!), talvez seja essa nossa vibe violenta que esquente o sangue e mexa com os ânimos do povo,  a ponto de haver comemorações de um lado, quando acontece uma nova revelação criminosa, que desqualifica o oponente. Parece que esse é o ponto feliz, desqualificar o outro, como quem diz: - Viu como eu estava certo? Juro que ainda não consigo entender direito isso, uma coisa ruim que acontece e é comemorada, vibrada, como uma pequena vitória. E ai eu fico me perguntando, será mesmo que essas pessoas, que vivem desclassificando, desqualificando, distribuindo palavrões, totalmente fechadas a um outro tipo de opinião, as vezes, fatos,  que tem uma fé cega em um suposto lado correto, querem mesmo a mesma coisa boa para todos ? Até onde vai o umbigo, o prazer em estar certo num palpite numa briga besta, onde quem são os mais lesados são os espectadores que vivem em guerra, enquanto os ratos comungam? A briga é boa, mas é em prol de uma vida melhor, independente de partidos ou ideologias, às quais reafirmo, a gente sabe muito pouco. Era para todos estarmos do mesmo lado, de olho em tudo e desqualificando o que realmente merece. Mas confesso que tudo isso tem um lado interessante. Eu nunca me informei tanto a respeito de como funcionam as coisas, os fatos nunca foram tão expostos, e as pessoas nunca tiveram suas verdadeiras intenções tão explicitadas. Quanto mais se vê, se lê, mais se nota que nessa luta não há mesmo heróis, e a gente está aqui, esquecidos.






sexta-feira, 20 de maio de 2016

Uns velhinhos ...


Nunca fui do tipo que dá muita importância à questão do tempo, ou da idade, já que no caso, estou falando de envelhecimento. A minha frase continua sendo a mesma há décadas e pelo jeito continuará sendo: não troco o hoje pelos dezoito. E não troco mesmo, sempre tenho a sensação de que sou melhor como pessoa e como ser humano do que eu era naquela época, talvez seja coisa realmente da idade, pois há coisas, pensamentos e sentimentos que só vem junto com o amadurecimento, ou envelhecimento mesmo, mas também vem mais responsabilidade sobre si mesmo. Errar lá atrás era uma delicia, engraçado e até aventureiro, hoje continua sendo, mas com uma dose maior de cuidado, a gente é quase outra pessoa de uma certa maneira. E não falo isso só por mim, olhando à volta vejo a transformação. Meus companheiros de trabalho são pessoas bem mais jovens, e trabalhamos juntos há um bom tempo, e os percebo mudados, mais amadurecidos, com algumas preocupações que não possuiam antes: financeiras, relacionamentos e até, físicas e estéticas. rs. As mudanças realmente acontecem. A gente se olha no espelho quase todos os dias, até várias vezes por dia, e como as mudanças são relativamente lentas, a gente acaba não percebendo muito a transformação, pois está acostumado com a própria imagem. Até que um dia, sem aviso, se espanta e nota, que a pele não é mais a mesma, a barriga não é mais a mesma, o cabelos não são mais castanhos escuros, quando eles ainda continuam na cabeça, claro, ou, quando se encontra um amigo que não se vê há tempo e quando ele te olha solta logo um: "Nossa, como você tá gordo!" É ... assim como a vida só anda pra frente, o envelhecimento não pára até a morte. Não há como negar que as vezes isso causa um certo "bode", é uma constatação, estamos ficando velhos, mais a cada dia, diferentes do que éramos, vulneráveis. Cada um tem sua receita de como lidar com isso, uns aceitam, outros rejeitam. Alguns tentam disfarçar os sinais da idade, como se isso de uma certa maneira, resolvesse tudo o que vem com ela,  o que eu considero um perigo, ainda mais no caso dos homens. Estamos acostumados a ver mulheres que nunca ficam com os cabelos grisalhos, como diz minha tia, vão aloirando com o passar dos anos. Mas homens, quando a vaidade vai por essa linha, é perigoso, fácil , fácil cair no ridiculo. Por aqui, onde trabalho, tem alguns, postura de velhos,  caras enrugadas e cabelos e bigodes negros, caricaturas, mal disfarçando a idade. Mas, quem sou eu para criticá-los, afinal, acabei de dizer que cada um tem sua receita, vai ver que isso para eles, diminua o fardo do tempo em suas faces e mentes. Só não vale ficar ranzinza. Paciência parece que fica diminuida também com o passar dos anos, mas não é regra, me surpreendi com exemplos contrários disso também. O legal é sempre tentar manter os pés no chão, e, se for possível, não pirar, tentar, passar por essa viagem da melhor maneira possível, tanto fisica quanto emocionalmente, e, com bom humor,  mesmo porque, não há outra maneira. Melhor pensar que só fica velho, quem não morre, e já que não mudaremos muito mesmo esse script, vamos lá viver, pois tem muita coisa boa para fazer nesse planeta !






quarta-feira, 18 de maio de 2016

Teimosia.


É tanta informação, que nunca foi tão fácil mentir, acreditando na mentira como verdade. É muita gente no meio, a informação chega à nós, filtrada por várias cabeças, várias opiniões, cada um puxando para um lado, e não estou falando de apenas dois lados, há muito mais lados nisso, e muito provavelmente nenhum deles esteja totalmente correto. A maioria das pessoas tende a defender o que mais se aproxima do que ela acredita que seja a verdade, a maneira certa de fazer ou agir, mas isso a gente também sabe que não é necessariamente real. O que noto, em muitos casos, são pessoas que não mudam seu ideal de nenhuma maneira, o que reforça o que tenho notado há um bom tempo nas pessoas em várias situações: que para algumas pessoas admitir a visão do outro como verdadeira, caindo a sua por terra, as inferioriza. Ando vendo muita gente defendendo o indefensável, ainda que dê sinais de que nem ela própria o defenda mais de uma certa maneira, deixando sinais de que há um entendimento de que algo está errado, mas não muda. E também há a defesa do certo em relação ao outro para com você, sem que isso seja recíproco. E creio que todos nós, expostos a tudo isso, não estamos imunes a esses comportamentos em algum nível.  


Casa de Saúde - Campinas - SP



quarta-feira, 4 de maio de 2016

Tempo estranho.


De repente me dou conta de que quase tudo é mentira. Tudo o que leio, tudo o que ouço e as vezes, o que vejo. Como acreditar em pessoas que defendem verdades com mentiras? Há discernimento no mundo em quantidade suficiente para toda essa informação falsa?  Como separar ? Como saber o que de fato é, quando a figura dos heróis, para quem acredita em heróis, desmoronam e se descortina uma realidade contrária e apocaliptica?  Virou questão de fé, que se acredita cegamente sem questionar ou uma guerra, que se luta por um lado com ódio sem pesar ou pensar? Fé e guerra quase sempre se mesclam. Tempo de grandes surpresas, tristezas e duvidas em relação às pessoas, tempos em que para ser inimigo, precisa de pouco, as vezes, é só querer o bem, mas ai, depende do outro, depende de qual lado ele acha que você está, nesse tempo de achismo, mesmo que você não tenha um lado. Tempo em que deveríamos estar todos do mesmo lado. Tempo em que o diálogo não acontece, quando se vê, já foi. Tempo de fim de grandes amizades, tempo raivoso, em que a raiva supera se não o amor, o carinho de uma amizade, o cuidado e o respeito que se tem em relação ao outro. Será que ele, o tempo, vai conseguir consertar tudo o que as pessoas fizeram nesse tempo em que a raiva dominou e os atos foram impensados? Certeza de que ainda haverá muito tempo com essa vibe no ar, essa estranheza que estamos sentindo em relação à nossa vida e às pessoas ao redor, principalmente em relação às pessoas que de alguma forma, tomam decisões em nome do coletivo, grandes coisas foram quebradas e perdidas. Quem sabe para dar lugar ao novo.  Tento acreditar, resistindo um pouco, pois nem disso tenho certeza, que esse processo todo é necessário, e que sairemos melhores disso tudo, talvez mais fortalecidos e imunes à algumas coisas que hoje nos perturbam. Será que é excesso de otimismo meu? 





segunda-feira, 2 de maio de 2016

Dias frios.


Frio de cama quente e preguiça. Frio de banho quente interminável. Frio de blusa com cheiro de guarda roupa. Frio de espirros contínuos. Frio de menos água nos vasos. Frio de calça e meias. Frio de pele seca esbranquiçada enrugada. Frio de sopa. Frio de feijoada. Frio de edredon no sofá. Frio de filme. Frio de abraço. Frio de quem não gosta de frio. Frio de mal humor. Frio de vidraça fechada. Frio de vento lá fora. Frio de céu de brigadeiro. Frio de piscina de água azul parada. Frio de passarinho encorujado. Frio de esquentar no sol. Frio porque a natureza precisa do intervalo.



"♫ ... Listen while you read!
We're just like other people
We love to sing
We love to dance 
We admire beautiful women
We're are human
and sometimes, very human ... ♫"

[Sample To be or not to be (dir. Ernest Lubitsch, 1942), voice: Stanley Ridges as Professor Alexander Siletsky]

segunda-feira, 4 de abril de 2016

O que somos.


Nascer cão, não vaca. Nascer beija flor, não barata. Nascer pobre, não rico. Nascer homem, não mulher. Nascer preto, não branco. Nascer baiano, não paulista. Nascer árvore, não alface. Nascer bicho, não gente. Nascer mulher, não homem. Nascer deficiente, não saudável. Nascer na floresta, não na cidade. Nascer no interior, não na praia. Nascer homossexual, não heterossexual. Nascer indio, não japa. Nascer ave, não inseto. Nascer molusco, não mamifero. Tudo faz diferença, nada faz diferença, algumas coisas podem ser modificadas,  ninguém pediu, é o que somos.


sexta-feira, 25 de março de 2016

Águas de março.


Sexta-feira santa. Silencio. Chove. Caem as águas que não caem mais dos meus olhos.


quarta-feira, 23 de março de 2016

January !


Para relaxar um pouco ante tanta tensão nessas últimas semanas por conta do cenário político do nosso País. Muita coisa ainda está por vir e tenho achado que é para num futuro, sairmos melhor dessa enquanto nação e enquanto povo. Alguma coisa em algum momento tinha que acontecer, velhos conchavos e velhas cartas marcadas em guerra pelo poder, claro que não poderiam durar para sempre, vamos acompanhar a história acontecer.

Bom, mas a coisa aqui é um momento de relaxamento. Conheci Disclosure sem querer, zapeando canais da TV, caimos em uma apresentação deles ao vivo, gostamos e depois fomos ouvir e avaliar melhor, e sinceramente, adorei ! Os moleques mandam muito bem, numa pegada super eletrônica acompanhadas de uns vocais bem bons, remetendo até para uma coisa mais antiga, talvez uma mistura boa, que há muito tempo eu não via em sons eletrônicos dançantes ! Tem muita, muita coisa deles e sinceramente, não achei até agora, nenhuma que me desagradasse intensamente ! Vai ai uma pequena amostra, daquelas que a gente sobe o som e dança, ou viaja ! Coisa de pisciano ...  Enjoy !



quarta-feira, 16 de março de 2016

Afetações.


Somos seres únicos, e, creio que cada um tem uma maneira peculiar de ser, agir e pensar. Nosso humor de cada dia, depende do que estamos vivendo no momento, seja coisa boa, seja coisa ruim, e reagimos a esses estímulos, sendo nossa vibe, de acordo com o momento e com nossas expectativas. Ok, você pode me dizer: não crie expectativas e não fique à mercê delas. Mas, quem não tem algum tipo de expectativa? Elas não precisam ser grandiosas e megalomaníacas, e as acho importantes como parte do seu plano de vida, das realizações dos projetos que se tem trabalhado, ou almejado.
Vivemos em sociedade, convivemos todos os dias, com os mais diferentes tipos de pessoas, com as mais variadas vibes, de acordo com o momento que cada um está vivendo. Como negar, que essas vibes, influenciam em nosso humor, em nosso comportamento cotidiano, mesmo que busquemos sempre nos manter em equilibrio, na nossa própria vibe ?




terça-feira, 15 de março de 2016

Tempos de ódio !


Acho que nunca vi na minha vida, tantas pessoas disseminando ódio gratuito por ai, sem nem mesmo saber ao certo o que anda acontecendo ou não, mesmo porque, como disse há um tempinho atrás, mesmo os mais informados, creio que não sabem de nada o que realmente acontece nos bastidores politicos e judiciários, e,  praticamente toda a gama de assuntos cotidianos, desde os mais importantes até os mais banais. Todos se tornaram julgadores e dão o seu veredicto imutável. Todos os que pensam de maneira diferente, parece que se tornam imediatamente inimigos e estão a mercê dos xingamentos de quem não respeita uma opinião diferente da sua, e é incapaz de voltar atrás, por achar que isso o inferioriza, talvez, por sua auto-estima doente ou ignorância de uma visão mais abrangente. Isso sem falar em hipocrisia.
Não dá para esconder a decepção de ver as pessoas agredindo verbalmente outras, usando palavrões e perdendo totalmente a compostura, por causa do seu achismo travestido de opinião, e confesso que me surpreendo com as pessoas que estão fazendo isso, pessoas que eu achava que eram um pouco mais, que pensavam de uma maneira mais razoável. 
Xingar alguém que não se conhece, seja de que maneira for, pior ainda se pela web, onde se coloca apenas a sua opinião, sem chance, na maioria das vezes, do ofendido se defender, além de ser uma covardia,  diz mais a respeito da pessoa que xingou, do que a que esta sendo xingada, sempre.
A impressão é de que está tudo errado, e que assim não chegaremos a um ponto onde seja o melhor para todos, mas, talvez eu esteja errado e isso seja parte de um processo, que tenhamos que passar, para atingir um outro nível, e que essa fase, seja o aprendizado. Será ? 





quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Improviso - Pintura e Movimento.



Ontem, fomos ver uma performance do artista Egas Francisco e da Confraria dos Ventos no Sesc Campinas. Tudo foi improviso, aquarela, som e movimento. Em certos momentos a sensação era de transe, tanto dos artista quanto da platéia que via as coisas tomando forma nas mãos do artista no papel, pela voz do artista na musica e pelos movimentos da artista nos movimentos. 
Fiquei mais tempo observando o Egas em ação em sua viagem/criação na aquarela, parecia que em algums momentos que ele não estava ali, os olhos e o corpo dele diziam isso, seja pela expressão no olhar ou pelos movimentos do corpo que terminavam em espasmos que terminavam nos pincéis pingando tinta e água, ele se transportava para outro lugar de onde vinha a inspiração. 
O que me pôs a pensar, que alguns artistas, realmente não são como nós, eles têm algo que a gente não tem, ou a gente tem algo comum que eles não tem. Eles tem acesso a outros mundos, sentidos e mecanismos que nós não temos. São realmente pessas ímpares.
Para conhecer um pouco mais de Egas Francisco CLIQUE AQUI.



Na foto acima, logo após o término da performance, a abaixo, alguns detalhes da grande aquarela que foi criada, clique nas fotos para ver em tamanho grande.




















Haverá mais uma performance deles em Março/2016, se perdeu essa chance, ainda há tempo para ver a próxima é última, veja a programação no SESC CAMPINAS.


terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Movimento.


Caminhantes de domingo no Parque Portugal - Campinas - SP

As vezes fico pensando em uma visão do alto, muita, muita gente mesmo andando em círculos, juntas ao redor de uma lagoa no fim de semana. As mesmas pessoas que à noite, depois do expediente, pegam seus carros para ir à academia se exercitar, que vão de carro à academia para correr em uma esteira ou pedalar em uma bicicleta ergométrica que não sai do lugar, não, não tem vento no rosto. Parece meio contráditório, e é mesmo ! Resultado de um estilo de vida onde o tempo é escasso, e usado em sua maior parte para o trabalho, pois ganhar dinehiro é preciso, e na maioria das vezes ele nem é tanto assim. 
Sempre acho que a gente trabalha demais, que ficamos tempo demais confinados no escritório por exemplo, desempenhando as funções que somos pagos para desempenhar, quando em muitos dias gostaríamos de estar fazendo outras coisas. Sim, estou reclamando ! Tem horas que é um saco ! E olha que meu trabalho não é ruim !
Mas como ainda não descobri uma maneira de romper com tudo isso e sobreviver, estou no time das pessoas do primeiro parágrafo ... #fuck !



segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Mudando horizontes.



Cidade de Campinas vista de Joaquim Egidio, à noite.

Há coisas que acontecem que realmente são importantes e demandam um determinado tipo de ação. Causam medo. Talvez seja por isso que acontecem. Para tirar da zona de conforto e dar o passo para o desconhecido. E isso, claro, pode dar certo !



sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

É carnaval !



Vassoura abandonada na calçada do bairro São Quirino - Campinas - SP

Sexta-feira linda, véspera de Carnaval, um céu azul com um sol escaldante lá fora, o verão mostrando sua cara, com uma forcinha do efeito estufa, claro. E eu, só gostaria de estar mais animado.



quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Little Respect !


As vezes as emoções não cabem dentro da gente, e, de alguma forma temos que externá-las, geralmente o corpo convulsiona das mais diferentes maneiras, dependendo da emoção, taí um exemplo!



"A wonderful thing happened on London's underground last night December 14th  2014) after the Erasure concert at the Forum ... Neil began an impromptu singalong, and the whole  platform joined in, singing and dancing. It was such a buzz! It continued on the train too!! Filmed by John Trapnell ;)"

quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

Como funciona ?





As vezes fico aqui pensando comigo: será que existe algum mecanismo que faz com que as coisas deem certo ou errado para as pessoas, e, porque elas tem que passar por determinadas situações. Talvez venha daí, o fato de as pessoas terem as mais diversas crenças ou acreditarem em um monte de coisas, como por exemplo: "Seja bom, que coisas boas vão acontecer com você." Coisas como a lei do retorno. Nesses meus anos de vida, as coisas que tenho vivenciado me levam a não acreditar nisso, tenho visto gente boa que sofre bastante e gente má que se dá bem, mas também gente má que se ferra muito e gente boa que se dá muito bem. Não há regras ao que me parece. É coisa de índole, se você é bom, é bom e não consegue ser diferente disso e o contrário também. E isso não é garantia de que se terá uma vida tranquila ou não. Mas me parece que as pessoas tem que acreditar em algo para continuar, algo para explicar o que parece inexplicável, o que não se consegue entender. Certa vez, eu estava vendo um documentário sobre inclusão de homossexuais na igreja, e em um depoimento uma travesti, que frequentava a igreja local e era aceita pelo padre e pela comunidade,  disse que acreditar em Deus era muito importante, pois a fé nele era explicação para tudo o que ela não conseguia compreender nessa vida. 
Mas que fico aqui pensando comigo: será que existe algum mecanismo que faz com que as coisas deem certo ou errado ... fico ! 


terça-feira, 19 de janeiro de 2016

À luta !


Stencil no Bairro Taquaral - Campinas - SP - Foto: Marcos Campos

De uma certa maneira, vivemos uma batalha diária para manter a sanidade mental. São tantas imposições, regras, deveres que temos que obedecer para simplesmente viver, que as vezes não damos conta. Temos que obedecer sim, não é questão de escolha, se se quiser ter uma vida minimamente confortável e estável, a gente tem que trabalhar, em todos os sentidos,  para tal e abrir mão de algumas coisas que a gente simplesmente não gostaria de fazer. Mesmo que tudo esteja relativamente bem, sempre há momentos de tensão, momentos em que a gente não está com energia para uma determinada ação imposta.
E há os imprevistos ! Ah os imprevistos ! Esses conseguem minar a paciência ! E acontecem sempre em momentos inoportunos, claro ! Quando por exemplo,  acontecem naquele mês em que a grana está  bem curta, e que ela é extremamente necessária para a solução do tal imprevisto. Um clássico ! Aliás, grana é um assunto que é melhor nem começar, minha relação com ela é boa, não a acho uma coisa ruim, mas a situação no nosso país anda complicando nossa relação com ela e dela com as nossas necessidades. Assunto para um outro momento.
Claro que tudo isso faz parte e a gente na maioria das vezes tira de letra, mas há situações por exemplo, em que nem o mais santo cristão aguenta ! Sabe quando começa uma seguência de coisinhas erradas, uma sequência mesmo, um monte de vários aborrecimentos acontecendo um após o outro, quando não se teve nem tempo hábil nem para resolver o anterior ? Então ... não é fácil se manter equilibrado o tempo todo ! Mas ... mas, é aquela batalha diária que falei lá no começo, sabe ? Só não vale desistir, porque tem um lado legal nessa história toda também, só não vale pirar e enxergar só o lado negro da força.
Na maioria das vezes, passado um tempo a gente se dá conta que gastou energia demais por conta de um aborrecimento, que as vezes, nem era real, mas a gente consegue, naquele momento de tensão, pensar assim ? Claro que não.
Mas como tudo é aprendizado, e a gente na verdade controla muito pouco dos acontecimentos, quem sabe um dia a gente aprende. 


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Just Breathe !



♫ I brought you some something close to me
left with something new
see through your head
Give haunt my dreams
But theres nothing to do but believe 
Just believe 
Just breathe ... ♫


E não é que é assim mesmo? As vezes a gente tem que acreditar e continuar respirando ... só ! Não por não ter mais expectativas, mas é só para esperar um tempinho até tudo mudar. Querendo ou não tudo muda e mudam todas as possibilidades, muda o jeito que enxergar as coisas, muda o foco, muda a vibe ... porque as vezes a gente pensa que está numa sem saida, mas que nada ! Tudo é sempre parte do processo ... está com problemas ? Resolva e logo aparecerão outros. Está feliz da vida ? Momento passageiro. Essa inconstância é a única constante, o movimento é constante, mas acredite ! E claro, continue respirando ... 



sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Blue soul.





Um pouco de groove para uma sexta-feira chuvosa e úmida, lento mas gostoso de ouvir, daqueles versáteis,  que dá pra ouvir desde com uma xícara de café na mão, até com uma taça de vinho. Daqueles que a gente fica parado batendo o pé no chão, acompanhando o ritmo, olhando para o nada, ou, se balançando lentamente ao sabor do ritmo ... hipnotozante. Gosto de sons onde um sampler acompanha a musica toda, do começo ao fim, o mesmo fundo, a minha sensação é essa, de hipnotismo.
Sempre fico pensando o que seria da musica em geral, se não fosse o amor, esse safado ! rs


quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

What do you want more?



Nenhuma palavra, somente o título da musica e a melodia, mas que a meu ver, ou melhor, ouvir, traduz muito bem o título ... coisa de pisciano maluco ! rs




terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Escolhas.


Grafite bairro Cambui - Campinas - SP - Foto Marcos Campos.


E ele tinha uma vida tranquila. Tinha lá sua namorada de anos, moravam juntos,  vida estável, tinham lá suas diferenças, mas qual casal não as tem, não é verdade? Mas essas diferenças precisam de manutenção, boas e as vezes infinitas conversas, porém necessárias à boa saúde da relação, e, ao que me parece eles pararam de ter essas conversas em algum momento, e ai a pequena diferença começou a incomodar, pouco, mas essa diferença gerava uma infelicidade no outro, e o outro com essa infelicidade, ficava ácido no tratamento, e isso foi piorando com o tempo, a diferença foi crescendo cada vez mais a ponto de não mais fazerem as mesmas coisas juntos, moravam juntos mas pareciam que não eram mais felizes, conviviam, o sexo ficou raro e cada um individualmente cuidava da sua vida, num ambiente em comum, mas deixou de ser uma relação de casal. E assim viveram um bom tempo, entre discuções, brigas, tempo sem se falar por conta das brigas, mas juntos, por caminhos paralelos, não juntos, não o mesmo caminho.
E eis que apareceu alguém para uma das partes, apareceu, apareceu e preencheu de sentimento um coração vazio, uma vida monótona, um horizonte enevoado.
Ele estava apaixonado, perdidamente. 
Fazendo a escolha errada e julgando ser algo passageiro, não comunicou a parceira de anos, foi levando uma história paralela, levou por um bom tempo, passando horas e horas de conversas ao telefone, aproveitando qualquer momento que pudesse, para ver sua amante, reencontrou a felicidade e com a anestesia da paixão, endureceu seu coração para a parceira de anos, mentindo e enganando, desconsiderando a importância do tempo vivido, ou mesmo o respeito à pessoa, que qualquer um merece.
E um dia, por um vascilo, ela descobriu toda a mentira. Esbravejou, urrou, mandou-o embora. Chorou o fim da relação, mas principalmente pelo tempo que foi enganada. Apesar de tudo estar muito ruim, um pouco de consideração era esperado, e chorou por um bom tempo. E seguiu sozinha sua história.
Ele por outro lado, resolveu seguir adiante a sua, com sua amante que não podia ser revelada a ninguém, por problemas que existiam na cabeça dela, eles teriam que seguir a vida escondida de amantes que eram, mas não eram mais, uma vez que nenhum dos dois era mais casado. Ela, a ex-amante, também não mostrava compaixão com a mulher abandonada, compactuava nas mentiras e parecia que estava até orgulhosa do feito, de tê-los separado.
O tempo porém a revelou uma mulher dominadora, possessiva e ciumenta. O novo relacionamento tinha se revelado devastador para as amizades dele, quase todos os amigos o deixaram de lado e tomaram partido da ex-mulher. Juntando-se a fase de inicio de namoro, onde naturalmente se deixa de lado por um tempo os amigos em detrimento da pessoa que se está, a mulher dominadora, que não fazia questão nenhuma em conhecer os amigos antigos e a rejeição por parte dos amigos, ele ficou praticamente sozinho com seu novo amor, restando apenas uns poucos amigos que insistiram em tentar manter a amizade em ambos os lados, e quase foram rejeitados pelos dois, mas não pense que ela os tolera muito, não, não tolera, no inicio parecia que sim, mas envenenada por sua possessão e ciumes, os acha companhias ruins para seu amado, uma vez que ela não pode ir a todos os lugares com eles, enlouquece na desconfiança e ciumes. Os poucos amigos, estão também cansados, sem querer se veem no meio de uma rede de mentiras e desconfianças, uma vez que ela desconfia de tudo e ele não pode nada, ele mente, sim mente novamente e insiste em viver sua vida infeliz.
Na verdade, o que era para ser uma história feliz, é uma história de infelicidade de duas pessoas que se encontraram e não confiam uma na outra, fruto de um inicio onde a paixão, acompanhada da mentira e da traição que foram os combustíveis, que claro, passou, mas o que ficou, me parece, não foi o amor, mas uma possessão infinita e o medo de ser enganado, justamente tudo o que fizeram com a outra pessoa, uma dose amarga do próprio veneno, presos num relacionamento doente e sem amigos por perto, se iludindo que isso seja amor, até quando?




quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Intuindo ...



Significado de Intuição

s.f. Capacidade para entender, para identificar ou para pressupor coisas que não dependem de um conhecimento empírico, de conceitos racionais ou de uma avaliação mais específica.
Conhecimento claro, direto, imediato da verdade sem o auxilio do raciocínio.
Pressentimento, capacidade de prever, de adivinhar: ter a intuição do futuro.
Teologia. Visão nitida que os santos ou que os bem-aventurados têm de Deus.
Filosofia. Maneira de se adquirir conhecimento instantâneo sem que haja interferência do raciocínio.
pl. intuições.
(Etm. do latim. intuitio.onis)

Fonte: []Dicio

Lagoa do Taquaral - Campinas - SP - Foto: Marcos Campos

Eu sou um cara que muitas vezes repito para mim mesmo: Confie mais na sua intuição ! 
Mas será mesmo que podemos usar nossa intuição sempre e para todas as situações ? A nossa mente não poderia nos pregar peças, caso não soubéssemos de todos os fatos ?  Partindo da premissa de que nem tudo que a gente imagina é verdade, acho que não dá para usá-la em todas as situações. Mas o que a gente faz quando ela as vezes grita, contrariando a situação? 

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Intromissão.





Estava trabalhando, com aquela planilha enorme aberta no computador, ela entrou na minha sala sem bater e nem falar um oi, sentou-se e disse, com uma cara meio desanimada:
- Sabe, acho que está faltando algo em mim. Tenho a impressão que tudo que faço ultimamente está errado, não acerto uma ! Até quando as pessoas vão falar algo contrutivo, logo penso que vem uma reclamação e fico na defensiva, isso não está bom, não mesmo, preciso prestar mais atenção em mim e reafirmar a mim mesma que isso não é verdade, tanto a parte que faço tudo errado, quanto a parte das pessoas reclamarem de mim o tempo todo. Será coisa da minha cabeça ? Ok, ok, talvez nem uma coisa, nem outra, pode ser também que as vezes eu esteja errada mesmo e que as pessoas reclamam sim, sim, porque isso de fato acontece, talvez eu esteja somente errando na proporção, supervalorizando isso.
Mas é uma sensação que está faltando algo novo, fresco em mim, parece que o tempo, esse velhaco, anda mostrando seu poder sobre as coisas, a vida, tirando o brilho de alguma forma, deixando tudo mais ou menos monótono, preto e branco, cinza, sabe ? Parece que tudo é comum e não causa mais nenhum tipo de surpresa, nenhum tipo de vontade, não desperta reação nas pessoas,  os dias passam e as coisas não mudam muito, quase nada, deixando tudo ... comum demais.
Como tinha parado para escutá-la, tentei aproveitar a pausa para tentar falar, mas quando abri minha boca para verbalizar alguma coisa, fui interrompido:
- Mas acho que tudo isso é normal em certas ocasiões, talvez a auto estima tenha oscilado, sabe como é, não é todo dia que a gente está bem. Vai passar. Beijo e obrigado por me escutar.
Levantou-se, saiu da sala e fechou a porta. Eu fiquei ainda uns instantes a pensar, tomei um gole de água e me concentrei novamente no trabalho.




segunda-feira, 4 de janeiro de 2016