quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O homem na tempestade.


E ontem, por alguns minutos, paramos para ver a tempestade. Ela não era como as outras, era um pouco diferente, como dizemos, essa veio de trás. A maioria das tempestades em casa, passa em um sentido, subindo a rua, essa, estava vindo de trás da casa, com um vento forte, fazendo as palmeiras rabo de raposa balancarem num sentido em que elas não estão acostumadas, sempre admirei as palmeiras em geral pela capacidade que elas tem em não sair voando, dada sua raiz relativamente pequena em proporção ao tamanho que elas atingem, e o chapeu de praia do vizinho em frente se retorcer, outra árvore forte. A rua em frente a nossa janela é sem saida e bem arborizada, com a tempestade, muito vento e muita chuva, a paisagem fica quase monocromática, escura, a não ser pela luz amarelada nos postes que aparecem entre os galhos quando o vento os obriga a se contorcerem. E ali, em meio a tudo isso, agindo como se nada estivesse acontecendo ao seu redor, fazendo o movimento rotineiro, o trabalho de todos os dias, andando com a aparente calma, só aparente, com ambas as mão ocupadas, carregando fardos pesados nos braços, estava o lixeiro.

4 comentários:

  1. Por aqui finalmente ela também chegou. Um dia como a meses não sabíamos o quer era. Apesar dos transtornos estou feliz, muito feliz. Que continue assim por alguns dias.

    O SER ainda pode ser um SER! Lá estava ele na sua rotina. Talvez se sentindo feliz também.

    Como sempre vc mandou lindamente com as palavras.

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    1. Obrigado Bratz ! Que a chuiva seja mansa por ai !!

      Abraço !!

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  2. O que será que o lixeiro percebia ao ser percebido por você?
    O olhar de um homem fala muito de sua alma!
    Quanto menos concreto o olhar maior a capacidade de visão!

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    1. Provavelmente ele não tenha me notado José. Provavelmente de onde eu o via, ele não me via, parecia concentrado.

      Abraço !

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