sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Memória musical.


Ah ! A musica! Essa coisa que vem nos acompanhando talvez desde o nosso surgimento, talvez uma maneira de reverenciar deuses, talvez uma maneira de contar as histórias dos heróis, dos povos, talvez uma maneira de dizer as coisas, talvez uma maneira para falar de amor. Ela pode ter várias formas, vários ritmos, a gente até desaprova alguns deles, nos arranha os ouvidos, mas soa bem aos ouvidos de outros, basta não ouvir, cada um conforme a sua musica. Musica para dançar. Ah ! Dançar! Dançar é outra coisa interessante, a musica entra pelo ouvido e faz movimentar braços, pernas e cabeças, formando uma viagem sensorial no cérebro que reverbera pelo corpo. Não precisa ter lugar pra dançar, dance em qualquer lugar, mesmo porque, para uma boa dança, as vezes não precisa de nem muito movimento, basta alguns discretos, o que vale é a sua viagem.
Para quem realmente gosta de musica, a vida vem sempre com uma ou mais delas gravadas em períodos. Ela nos remete para momentos e pessoas que já passaram, nos faz lembrar. 
Clara Nunes me leva de volta a uma pequena casa que moramos em Santo André- SP, eu era pequeno, e não podia me afastar muito de minha mãe zelosa, pois a rua era muito movimentada e eu era muito pequeno para sair sozinho, mas lembro, de minha mãe lavando roupa na lavanderia e eu no meu velocipede de metal, fazendo circulos no quintal em alta celocidade, ouvindo o radinho à pilha e Clara Nunes esta lá, assim como um sem número de outras canções e artistas que me transportam para momentos vividos. 
Mas essa semana, lembrei de um grupo e resolvi ouvi-lo, marcou minha pós-adolescencia, períodos de grande solidão, descobrimento e liberdade, quando sai da casa dos meus pais, um momento de virar gente grande, de andar com as próprias pernas e todos os problemas que isso envolve. Mas também foi um período ótimo e divertido, tempo para tudo. E foi bem emocionante ouvir as musicas novamente, me lembrou de gente que era tão importante na época e que hoje não faz mais parte da minha vida. E acho que é assim que é mesmo. Gente vai, gente vem, tempo passa. Mas uma música que a gente gosta, sempre deixa uma memória.

Cocteau Twins - Pitch the baby, é uma delas.



4 comentários:

  1. Música, música, música ... como viver sem ela? Definitivamente seja o sentido mais aguçado e sensível que possuo. Dentro dele, a música, o som da música, o ritmo da música me embriagam profundamente. Amém! Que assim seja.

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  2. Sou suspeito para falar de música! Grande parte da minha vida fiz dela meu ofício e minha alma! O oficio se foi, mas a alma continua! Todas as memórias de risos , choros, esperanças perdidas e encontradas no espaço de uma nota e outra!
    À música evoca ao mesmo tempo sentimentos , pensamentos, sensações do passado intacto, mas reescutados no presente!!
    Lindo post! Meus sinceros respeitos para quem reconhece a importância da música como você!!!!

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    1. Como nós !! Não existiria vida sem musica !

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