segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Delicadeza.


Para começar a semana num ritmo mais leve ... existem musicas que a gente tem que parar, para ouvir.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Imagine ...


Somos fascinados por imagens, conhecemos ou reconhecemos o mundo e o outro, a partir do nosso olhar. Nossa vida inteira é feita de imagens: reais, virtuais e imaginárias. O que não vemos, podemos imaginar, a imaginação é um grande produtora de imagens, quase tudo que tornamos real, surge de uma idéia imaginada. Imagens nos inspiram, imagens nos emocionam, imagens nos comovem. Somos todos produtores de imagens, simplesmente por existirmos, a vida é uma grande sequência de imagens vividas que produzimos ininterruptamente e nem nos damos conta, somadas ou a partir das emoções que sentimos, que duram uma pequena fração de tempo, e desaparecem. 


Foto: Marcos Campos - Edificio abandonado do Chapéus Cury - Campinas - SP



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Questão de dia.


Foto: Marcos Campos - Árvores do Quadrado à noite - Trancoso - BA

Há dias felizes, dias tristes e dias nada. Dias nada são dias em que uma energia estranha é sentida. Não há motivo aparente para tristeza ou felicidade, a apatia se faz presente nesses dias. Talvez haja sim um motivo, mas ele é tão sem importância num todo que me nego a reconhecê-lo como tal. Mas se for pensar, não é ele mesmo, a energia estranha já havia se instalado antes disso, seguida de uma leve dor de cabeça, que logo foi sanada com um analgésico. Talvez tenha a ver com o lugar onde eu estava. As vezes, me recuso a acreditar nisso e tento mudar a energia, mas não foi a primeira vez que isso aconteceu naquele lugar. Talvez exista de fato, lugares onde a energia estranha, nos contamine.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Incansável.


Existem umas musicas que a gente nunca cansa de ouvir, essa do Wax Tailor, com seus samplers e a super voz da Sharon Jones, nunca sai da minha playlist, aliás, Wax Tailor tem um monte de coisas super interessantes, sou fã !
Ah ! A letra é ótima !





terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dias tristes ...


Rio Tietê, em Pirapora do Bom Jesus - Foto Marcos Campos

Não se deixe enganar pela imagem, o reflexo é bonito, mas a água é negra e podre, nada vive ali, e sorte que nesse dia, as espumas não estavam lá, fazendo parte da paisagem.
É um outro rio, doente crônico desde que me entendo por gente, em uma faixa que passa pela região metropolitana de São Paulo, mas não há como não chorar por ele, por outros País afora que sofrem com a ação humana, e mais recentemente pelo crime no Rio Doce, um rio saudável e cheio de vida que foi assassinado com o pior crime ambiental da história do País, e que está em pleno andamento, não acabou ainda, ainda está envenenando, agora o mar. 
Triste pelas pessoas, triste pelos peixes, triste pelos animais, triste pelo mar, triste por mais uma vez constatar, que esse não é um País sério.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O tempo e suas exigências.


Vamos mudando o tempo todo, quase não percebemos. As mudanças são contínuas e quase imperceptíves no dia a dia, mas ai chega um dia, a gente se olha no espelho e elas estão lá, acumuladas e visíveis. Não vejo isso com tristeza, mas também depende do humor do dia, tem dias que essas mudanças pegam a gente de uma maneira diferente. A gente se acha, mais feio, mais gordo e mais velho. Uma gordurinha aqui e ali, uns fios brancos no cabelo e na barba, ou a falta de cabelos, uma ruga que cresceu...
Ok, ok, faz parte da vida envelhecer, mas a gente quer envelhecer bem, ou pelo menos, mais ou menos. Não há uma receita para que isso funcione da maniera como a gente imagina, como seres biológicos que somos, podemos adoecer no meio do caminho e toda a coisa muda de figura. Mas também não dá para entrar num vale tudo e continuar fazendo o que sempre se fez. Com certa idade, e isso incomoda também, não dá para comer como se comia, não dá para beber como se bebia, não dá para viver como se vivia! O corpo muda e exige mudanças. Esses são apenas exemplos de tudo que a gente tem que ir cortando no meio do caminho para tentar se manter mais ou menos com saúde. E isso as vezes pega diferente também, um pouco desanimador, deixar de fazer coisas que as vezes são pequenos prazeres numa vida cheia de afazeres e obrigações pode de vez em quando, deixar a gente meio pra baixo. 
Mas há um outro lado nisso tudo, como o humor, tudo pode mudar, e no outro dia você pode se olhar e ver que todos os pequenos sacrifícios que você fez, em prol da sua saúde e do seu corpo, deram em resultados positivos, tudo, tudo é acão e reação e é nossa obrigação, cuidar dessa casa que é o nosso corpo. Temos que ter em mente que não há outra maneira de fazer certas coisas, não depende da gente, o tempo não vai parar e a gente não vai parar de envelhecer, se quer ter uma vida talvez, eu disse talvez, melhor e com saúde, temos sim que fazer certos sacrificios.
Não desanimemos! O caminho do meio está ai! Salvo alguns vicios que temos que eliminar de nossas vidas, ou talvez não, aí é uma questão de escolha, um monte de coisas podemos continuar fazendo em menor escala.
Só não vale, ficar o tempo todo vendo as imperfeições que vem com o tempo. O saldo geral, ainda é legal, e acho que vale viver.


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Uma prece.


Uma prece é acordar e pensar no dia, no que se pode fazer para dar certo aquele plano. Uma prece é acordar e se sentir vivo. Uma prece e ter bom humor para viver o dia. Uma prece é estender a mão quando alguém precisa. Uma prece é preservar a natureza. Uma prece é respeitar os animais. Uma prece é sorrir. Uma prece é entender o próximo. Uma prece é ser grato. Uma prece é reclamar as vezes. Uma prece é reconhecer. Uma prece é um pensamento.
E em nenhum desses casos se precisa de uma receita certa ou de palavras decoradas, não precisa ficar falando de Deus o dia inteiro, não precisa colocar selfies com passagens biblicas em redes sociais com roupas e poses sexys (!), sim, isso acontece.
Falar de Deus o tempo todo é muleta, isso em parte é tirar a sua responsabilidade ante a vida que você tem. A maioria das coisas que acontecem na vida são conseguencias diretas dos nossos atos e escolhas, Deus não tem nada a ver com isso. Se ficamos doentes, ora, somos seres biológicos, de um certo ponto de vista, natural, como nascer e a certeza de envelhecer a cada dia, e morrer.
E esse tipo de pessoa anda cada vez mais frequente, infelizmente, tentando sempre te convencer de que ela é que tem razão, que você é que está errado em não acreditar, e o pior, causando o câncer da segregação . Acreditar ... antes eu acreditava mais, hoje acredito quase nada vendo como as pessoas se comportam em relação a isso, a Deus e religião, e ainda acho que o quase nada que acredito se deva a educação dada por meus pais.
Lideres religiosos de uma ala evangelica ultra conservadora infiltrados na politica, levam o país num caminho de retrocesso, ou seja, em busca de poder, usam a biblia e a ignorância das pessoas para por em prática suas idéias deturpadas, nada a ver com religião séria. Religião hoje é outra coisa, é busca de poder, dinheiro, ostentação e manupulação de massa. Que nada, sempre foi assim! Lideres religiosos promovendo guerras, em nome da religião muito se matou e muito se mata até hoje.
Claro que há exceções, gente fazendo um trabalho na contra mão disso tudo que falei e fazendo realmente o que eu acho que pessoas espiritualizadas devem fazer: o bem. Alás, não precisda ter religião, tentar sempre ser um ser humano melhor é a melhor das religiões.
Lembro de uma produção que vi, se não me engano, americana, Angels in América, em que no final, Deus havia abandonado a humanidade e ido embora.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O homem na tempestade.


E ontem, por alguns minutos, paramos para ver a tempestade. Ela não era como as outras, era um pouco diferente, como dizemos, essa veio de trás. A maioria das tempestades em casa, passa em um sentido, subindo a rua, essa, estava vindo de trás da casa, com um vento forte, fazendo as palmeiras rabo de raposa balancarem num sentido em que elas não estão acostumadas, sempre admirei as palmeiras em geral pela capacidade que elas tem em não sair voando, dada sua raiz relativamente pequena em proporção ao tamanho que elas atingem, e o chapeu de praia do vizinho em frente se retorcer, outra árvore forte. A rua em frente a nossa janela é sem saida e bem arborizada, com a tempestade, muito vento e muita chuva, a paisagem fica quase monocromática, escura, a não ser pela luz amarelada nos postes que aparecem entre os galhos quando o vento os obriga a se contorcerem. E ali, em meio a tudo isso, agindo como se nada estivesse acontecendo ao seu redor, fazendo o movimento rotineiro, o trabalho de todos os dias, andando com a aparente calma, só aparente, com ambas as mão ocupadas, carregando fardos pesados nos braços, estava o lixeiro.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A beleza, sempre relativa ...


Pequenos detalhes de um quintal que a flora nos dá. Uma helicônia, um muro com trincas e umido, que gerou umas manchas de musgo, uma composição simples, mas que a mim ficou bem agradável. O muro, imperfeito pelas rechaduras e infiltrações, gerou um fundo totalmente integrado à beleza do primeiro plano. Gosto muito dessas pequenas surpresas. 



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Todos iremos, e ela tomará tudo de volta.


Essa série de videos da Conservação Internacional Brasil, A Natureza Está Falando, cumpre super bem o objetivo de chamar a atenção das pessoas para a consevação, dizendo, nada além,  do que a verdade. 




sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Memória musical.


Ah ! A musica! Essa coisa que vem nos acompanhando talvez desde o nosso surgimento, talvez uma maneira de reverenciar deuses, talvez uma maneira de contar as histórias dos heróis, dos povos, talvez uma maneira de dizer as coisas, talvez uma maneira para falar de amor. Ela pode ter várias formas, vários ritmos, a gente até desaprova alguns deles, nos arranha os ouvidos, mas soa bem aos ouvidos de outros, basta não ouvir, cada um conforme a sua musica. Musica para dançar. Ah ! Dançar! Dançar é outra coisa interessante, a musica entra pelo ouvido e faz movimentar braços, pernas e cabeças, formando uma viagem sensorial no cérebro que reverbera pelo corpo. Não precisa ter lugar pra dançar, dance em qualquer lugar, mesmo porque, para uma boa dança, as vezes não precisa de nem muito movimento, basta alguns discretos, o que vale é a sua viagem.
Para quem realmente gosta de musica, a vida vem sempre com uma ou mais delas gravadas em períodos. Ela nos remete para momentos e pessoas que já passaram, nos faz lembrar. 
Clara Nunes me leva de volta a uma pequena casa que moramos em Santo André- SP, eu era pequeno, e não podia me afastar muito de minha mãe zelosa, pois a rua era muito movimentada e eu era muito pequeno para sair sozinho, mas lembro, de minha mãe lavando roupa na lavanderia e eu no meu velocipede de metal, fazendo circulos no quintal em alta celocidade, ouvindo o radinho à pilha e Clara Nunes esta lá, assim como um sem número de outras canções e artistas que me transportam para momentos vividos. 
Mas essa semana, lembrei de um grupo e resolvi ouvi-lo, marcou minha pós-adolescencia, períodos de grande solidão, descobrimento e liberdade, quando sai da casa dos meus pais, um momento de virar gente grande, de andar com as próprias pernas e todos os problemas que isso envolve. Mas também foi um período ótimo e divertido, tempo para tudo. E foi bem emocionante ouvir as musicas novamente, me lembrou de gente que era tão importante na época e que hoje não faz mais parte da minha vida. E acho que é assim que é mesmo. Gente vai, gente vem, tempo passa. Mas uma música que a gente gosta, sempre deixa uma memória.

Cocteau Twins - Pitch the baby, é uma delas.



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A palavra do dia.


Empatia:

s.f. Ação de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias.
Aptidão para se identificar com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende, etc
Psicologia. Identificação de um sujeito com outro; quando alguém, através de suas próprias especulações ou sensações, se coloca no lugar de outra pessoa, tentando entendê-la.
Competencia emocional para depreender o significado de um objeto, geralmente de um quadro, de uma pintura, etc.
Faculdade para idealizar ou traçar a personalidade de alguém, projetando-a num dado objeto, de maneira que tal objeto pareça estar indissociável desta. 
Sociologia. Compreensão do Eu social a partir de três recursos: enxergar-se de acordo com a opinião de outra pessoa; enxergar os outros de acordo com a opinião de outra pessoa; enxergar os outros de acordo com a opinião deles próprios.
(Etm. do grego: empátheia, pelo inglês: empathy). 

Fonte: []Dicio

Mais uma via de mão dupla, que se a gente não deixar a teimosia de lado, não resolve nada. Nos dias de hoje, onde o Eu de cada um é sempre maior do que o do proximo, não fica nada fácil.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Nosso dia a dia de preconceito.


Sofremos preconceito porque somos negro, branco, amarelo. Sofremos preconceito porque somos gay, hetero, bi ou travesti, trans então, nem se fala. Sofremos preconceito porque somos feios, bonitos, macho, fêmea. Sofremos preconceito porque usamos barba, bigode, cavanhaque. Sofremos preoconceito porque nos vestimos bem, por andarmos por ai mal vestidos. Sofremos preconceito porque somos gordo, magro, forte, fraco. Sofremos preconceito porque temos um corte de cabelo diferente, porque não temos cabelo. Sofremos preconceito porque temos pinto grande, pinto pequeno, pinto torto. Sofremos preconceito porque temos seios grandes, seios pequenos. Sofremos preconceito porque somos alto, baixo. Sofremos preconceito porque temos bunda grande, porque não temos bunda. Sofremos preconceito por ser inteligente,  por ser limitado.
Tudo isso eu fui ouvindo ao longo do tempo, não, eu não inventei, e não não deve ser segredo para ninguém. É um grande fogo cruzado entre as pessoas, parece que ninguém é livre de preconceito, parece que todo mundo é preconceituoso, e acho que é mesmo. Algumas pessoas ou grupos são alvos desde sempre, e me parece que a coisa tem piorado em vez de melhorar. Casos de racismo explicito, pastores evangélicos incitando ódio aos gays, padrões de beleza impostos e adotados custe o que custar, principalmente pelas mulheres, entre outras coisas. Tudo isso alavancado pelo alcance cada vez maior das midias sociais.
Quando será que o mundo vai se aceitar como uma grande diversidade ? Quanto todos os tipos que citei ai em cima vão conviver em harmonia ? 
Que isso é possível, a gente já sabe, mas será que vai acontecer ?

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A economia e o mundo real.


Para reflexão, num mundo onde parece que as pessoas se esquecem que tudo começa em um único lugar, de um único jeito. Num mundo de smartphones e realidades virtuais, em que as crianças, por exemplo, não sabem o nome e nem de onde os alimentos vem, como são produzidos. A concientização vem melhorando, mas ainda falta muito ao meu ver, mas como ouvi em um documentário uma certa vez que nem lembro quando: "Não há como preservar enquanto houver pobreza no planteta." O que prova mais uma vez o que sempre falo: Tem gente demais no mundo!





sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A vibe e o dia.


Todas as semanas são as mesmas de uma certa maneira, e totalmente diferentes a medida que a vida passa e os acontecimentos nunca se repetem, ou se repetem em um certo aspecto, pois todas as semanas tem os mesmos dias, sempre, a famosa rotina. Mas tem um dia da semana em especial, que para mim tem uma energia diferente, sempre tenho a impressão que as pessoas estão mais dispostas, talvez até um pouco mais alegres, nesse dia, até em alguns ambientes corporativos, existe a opção de se ir vestido com roupas mais casuais, e que antecede o fim de semana, é a bendita sexta-feira !
Não, não é preguiça de trabalhar, não sou desses que ficam reclamando do próprio trabalho, afinal, é ele que proporciona em partes, o que se vive, mas talvez seja o fato de se ter mais tempo para viver a vida pessoal, ficar mais tempo em casa, com seu amor, com os cães, com as plantas, descalço, sem camisa, um tempinho que não há regras, que não há horários pré estabelecidos para nada, onde teoricamente, se faz o que se quer,  onde a ordem é r-e-l-a-x-a-r !


The Mighty Bop - Feeling Good



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O tempo as vezes pára para algumas coisas, basta notar.


Foto Marcos Campos - Bairro - Vila Joao Jorge - Campinas - SP

Estava saindo de um consultório médico bem em frente a esta casa, e, na hora em que essa Kombi estava estacionada em frente a ela. Me pareceu, olhando só para essa cena, que havia regredido algumas décadas e não pude deixar de pensar, que assim como cada pessoa tem a sua história, as casas também tem as suas. Ali, imóveis, e servindo de abrigo desde que foram construidas, devem ter acompanhado um sem número de vidas e situações em que seus moradores passaram, momentos de todos os tipos, emoções e sentimentos inerentes aos humanos. Como pode ser também, que os moradores sejam os mesmos desde sua construção.
Envelheceu também, como seus moradores, mas casas podem ser preservadas ou restauradas, uma tinta aqui, um cuidado especial ali com o piso ou a parede, deixar o telhado sempre em ordem, são ações que deixam uma aparencia jovem e saudavel, apesar da idade,  já os corpos humanos, os cuidados e restaurações não tem o mesmo efeito ... 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A falta que faz quem está ali, do seu lado.

Sinto sua falta. 
Em alguns momentos isso vira raiva, raiva pelas conversas não tidas, pelos recados não respondidos, pelo branco que você anda sempre deixando ultimamente. 
Pela sua ausencia e pelo seu afastamento deliberado, pela falta de vontade de fazer um movimento. 
Raiva por conseguir ver que você está se deixando enredar por caminhos conhecidos, velhos conhecidos de nossa vida toda, da vida toda. E que a gente sabe exatamente o que vai acontecer, você sabe, eu sei, a gente já conversou sobre isso, a gente conversa sobre isso, justamente porque tem que contornar situações criadas por alguém que trilhou esse mesmo caminho que você está começando.
Raiva por você estar cada vez mais arredio das pessoas, das pessoas que você acha que te fazem mal. Mas você está equivocado, sempre esteve, quem perde com isso é sempre você. É sempre muito mais fácil ficar ao lado de quem não questiona nunca, é sempre muito mais fácil ir embora, do que conversar como gente grande, do que assumir a responsabilidade, do que se assumir, com os erros e acertos, sim, porque você não somente erra, ao contrário do que você talvez pense que pensemos de você. Coisa de eterno adolescente.
Raiva de sentir saudade da cumplicidade de coisas que falávamos um para o outro, do riso solto que sempre tivemos pela besteira mais ridicula dita ali, na companhia um do outro.
Raiva pela sua covardia, sim covardia, pois a situação exige movimento contrário, e esse movimento você não está fazendo, e parece que não está nem querendo fazer, a correnteza está leve e morna, e é fácil flutuar e se deixar levar. Mas como? Como se esquece das experiências que se viveu e vivencia ainda hoje com outra pessoa com a mesma história?
A raiva em uma certa altura, se nada mudar, e sinceramente eu espero que mude, vai virar tristeza. Tristeza porque eu não vou te acompanhar, muita gente não vai te acompanhar, mas muita gente vai te acompanhar, daquelas que sugam, daquelas que não agregam, daquelas que quando tudo fica escuro, desaparecem junto na escuridão, e você não vai enxergar as outras que você ignorou, e que estarão mesmo depois de tudo, dispostas, porque você é orgulhoso.
Há bifurcações conhecidas nessa vida, talvez seja hora de escolher o mais dificil. E eu espero que você faça isso.


terça-feira, 3 de novembro de 2015