quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Mais um.


Foto Marcos Campos - Trancoso - BA


Um ano que chega ao final, não dá para ser ignorado. De uma maneira ou de outra é um ciclo que se fecha e cada um tem a sua maneira de lidar com isso, inclusive quem diz que não liga para isso, mas que no fundo dá alguma importância mesmo que silenciosa. Muito se diz que 2015 foi um ano difícil e complicado, e de certa forma foi mesmo, acho que todos sentimos isso, pois senão não se falaria tanto nisso. Mas ele teve seus bons momentos também, um pouco, depende de como se olha os acontecimentos do ano, as vezes, como tudo na vida, as coisas não são o que parecem ser, ou vice versa. A gente se surpreende com o que acontece, as vezes aquele pedido que se fez a anos, se realizou e nem ficamos tão felizes assim, as vezes aconteceu uma coisa que consideramos muito ruim, e que depois revelou-se a melhor coisa que poderia ter acontecido. Tudo depende, depende de um monte de fatores, inclusive da gente mesmo, dependendo de como encaramos os acontecimentos, temos os reflexos disso em nossa vida e humor. Mas acho que mesmo com fama de complicado e difícil, ele foi um ano positivo pensando na história como um todo.
Um dos fatores dele ter sido um ano complicado foi a crise política que afetou todo o funcionamento do País, mexendo é claro, com a vida de todo mundo, dificultando ainda mais para quem já estava em uma situação difícil, e dificultando um pouco mais para quem havia progredido um pouco, com a volta da inflação e desemprego entre outras coisas. Mas isso todos nós já sabemos, o que me preocupa sempre é que sempre os menos favorecidos é que sofrem mais. Mas talvez isso seja parte do processo todo, e talvez olhando a coisa mais de longe, pode até estar ruim, mas melhor em algum sentido, talvez ...
Enfim, no fim do ano a gente sempre pensa um pouco mais e querendo ou não faz uma retrospectiva do que passou, e acho bem positivo isso, um tempinho para parar e avaliar os erros e acertos, sempre aprendemos um pouco mais, pelo menos a gente tenta !
Mas, como diz uma amiga, a gente não controla muita coisa, então que a gente continue nessa viagem maluca que é a vida em 2016, e que coisas realmente boas, aconteçam, apesar do cenário no nosso País, apontar em uma direção contrária. Mas que pelo menos no âmbito pessoal, a gente possa ser uns seres melhores do que fomos até aqui, que a gente seja mais sincero consigo mesmo e com os outros, que a gente coma melhor, que a gente produza menos lixo, que a gente plantes mais árvores e flores, que a gente sinta menos medo, que a gente seja mais proativo, que a gente dê a devida importância ao dinheiro, nem mais, nem menos, porque ele é importante sim, para todo mundo, que a gente trate as pessoas com mais afeto, que a gente pratique mais a caridade, que a gente seja menos preconceituoso, que sejamos mais honestos, que a gente consiga se divertir mais e reclamar menos, que a gente pense mais positivo, que a gente se valorize mais, que a gente ria muito, que a gente seja mais corajoso,  e importante: que a gente veja mais o mar !! Enfim, que a gente ame mais, de uma maneira ou de outra, o que nos move é o amor, amor por uma ação, profissão ou pessoa, então, vamos tentar colocar isso em prática! A vida não pára de seguir em frente, não fique muito tempo parado em cima da ponte, vendo-a passar ! Um ótimo 2016 !


quarta-feira, 30 de dezembro de 2015

Save a little love for me !




Sem duvida nenhuma, uma das minhas bandas prediletas, Club Des Belugas sempre está na minha playlist ! E nunca me contento com uma ouvida só ! Nunca !

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

The White Birch - Breathe




As vezes a gente se surpreende com as dicas que o Youtube dá, hoje, numa tarde de chuva, no silêncio da casa, só ouvindo o barulho da água nas calhas, que um véu de chuva mansa, faz escorrer, caiu com uma luva.


segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

Egoísmo.




Ele era um cara legal, e era mesmo ! Todos a sua volta gostavam de ter ele por perto, de ouvir suas histórias, suas piadas, e riam muito junto com ele e realmente ele era assim mesmo, cativante, seu sorriso fácil conquistava quase todo mundo, fazendo com que ele sempre estivesse rodeado de pessoas. Mas havia algo podre por ali. Dentro dessa alegria toda de viver, havia um cara triste e fraco, prisioneiro de vícios e fraqueza de caráter. Que passou a vida toda frustrado e frustrando quem convivia com ele, frustrado porque sempre quis ser um cara que ele nunca foi, querendo viver uma vida de alegria e dinheiro que ele nunca teve. Ele sempre foi egotista, essa é a triste verdade, quem convive com ele de perto sabe que sim, há pessoas que não foram feitas para constituir família, pessoas incapazes de se doar por inteiro e de realmente se preocupar com o outro, próximo, e que foi cativado por ele, com o passar do tempo, ele foi ficando mestre em ignorar essas pessoas que faziam parte do círculo mais fechado da vida dele, antes de todos, era somente ele que importava. 
Com o tempo ele foi se contentando com pouco, pois também não  haveria jeito de ser mais que isso sua vida, dada a sua capacidade de fazer o pouco dinheiro que ganhava desaparecer, e não pensava duas vezes para ter esse pouco, ignorando as suas próprias necessidades, as necessidades básicas de sua família, de seus filhos, e foi acostumando com essa vida vazia, onde o dia a dia era basicamente em tomar várias biritas no bar com os supostos amigos de balcão, o suficiente para tirá-lo desse mundo que não era dele, para tirá-lo dessa vida real, onde a sua alegria e suas piadas já não faziam muito sucesso, se o dinheiro acabasse, sem problemas, os abutres donos de bar, forneciam para pagamento posterior, ele, já embriagado, as vezes nem sabia ao certo se o que cobravam depois era o correto ou não, e a alegria era isso, beber com os amigos, as vezes até apagar uma rodada, ora, porque não? Ele sempre achava que podia, sempre acreditava que daria um jeito!
As pessoas que gostavam dele simplesmente lhe eram insuportáveis, pois tentavam sempre trazê-lo de volta, pois como disse antes, ele era um cara legal, na verdade talvez, outro cara, sem bebida a coisa era outra. Mas ele não conseguia, mas ele não queria, dava muito trabalho ser sóbrio e assumir as responsabilidades de si mesmo e as quais ele assumiu quando resolveu se casar e ter uma família, era muito mais fácil se embriagar e deixar as responsabilidades nas costas de outra pessoa. E ele era bom nisso, ele era teatral, assim como sorria e fazia sorrir com facilidade, chorava e comovia com uma facilidade assustadora, e assim, muitas pessoas por muito tempo acreditavam que na verdade ele era um coitado, vitima das pessoas que mais queriam protege-lo: a família. Em momentos de lucidez, prometia a si mesmo que mudaria de vida e que estava cansado disso tudo, mas isso não durava mais que uma semana, a gente notava isso quando o via passar na rua, indo para casa, dias depois. 
É de uma tristeza enorme vê-lo assim, pois está definhando, está virando uma caricatura de si mesmo, o peso da idade está mostrando a ele o quanto é frágil, coisa que sempre negou veementemente para si mesmo, pois todo mundo sabe, que esse tipo de vida tem seu preço, aliás, todo tipo de vida tem seu preço, diferentes um do outro, mas tem.
Hoje ele é um velho que perdeu a atenção e o respeito de muita gente, inclusive dos filhos, pois acham que ele é um incorrigível! E pensando bem, é mesmo! Hoje em dia nem fala que quer mais uma mudança, contrariamente a isso, diz que não vai mudar e que é feliz assim, mesmo com todas as implicações que isso traz, o próprio sofrimento e o sofrimento de quem vive perto, que não lhe dá mais crédito, mas que ainda cuida dele, e sempre vai cuidar.
Todo vicio torna as pessoas egotistas, mas acompanhar uma trajetória decrescente é uma coisa muito ruim, ele já teve seus dias bons também, claro, não foi somente essa pessoa toda a vida, ele cuidou dos filhos e da esposa, garantindo o mínimo necessário para não haver reclamações, mas a vida poderia ter sido muito melhor para todos eles, poderia, mas ele fez sua opção, ele escolheu e pronto, não interessava as outras opiniões, uma escolha triste, pois eles, que escolhem esse caminho, sempre acham que estão indo sozinhos, mas sempre há, um monte de gente infeliz, indo junto.

terça-feira, 22 de dezembro de 2015

Incerteza.



Foto: Marcos Campos

Ela tinha uma vida tranquila e estável, e confiava nisso como a tola feliz que era, tinha uma segurança cega no castelo que contruiu para si e esqueceu-se que quase todo material, com o passar do tempo, torna-se instável. Essa instabilidade sempre existiu no mundo real, e ela sabia disso, mas sempre confiou nos seus pensamentos e esqueceu-se, achava que a construção era eterna, mesmo sabendo que o eterno não existe. Como considerar o conceito de eterno se nesse mundo há vidas que duram somente horas ? Instantes ? Talvez todos os instantes somados sejam o eterno, mas nada é para sempre, e nem do mesmo jeito. A nossa imaginação nos prega peças se nos deixarmos levar, tanto para o bem, quanto para o mal, quase tudo é certeza se se acreditar, mas isso é mesmo real ? Talvez a incerteza seja eterna em toda sua complexidade, mas nem isso é certo, ou será ? E um dia o castelo estremeceu, se era real ou não esse estremecimento ela de fato não sabia, apenas deu por si que ele era possível, mas bastou isso para que ela ficasse desassossegada, sentimento mais que normal quando se tira a certeza de alguém, os dias passaram nervosos e angustiantes, pois sua certeza a tinha abandonado e a incerteza do dia seguinte era para ela, de uma dor terrível, de uma tristeza profunda, pois ela se deu conta de que não sabia mais como lidar com a incerteza. Os dias foram passando demoradamente e ela ainda seguia cabisbaixa, mas de uma coisa ela sabia, as coisas levam tempo, e não o tempo da gente, o tempo dele mesmo sabe ? E de uma maneira ou de outra, ela se deu conta de que não conseguiria impedir que as coisas acontecessem, então seu coração se acalmou, e sem o desassossego, mas ainda insegura, os pensamentos começaram a ficar mais nitidos, a névoa começou a se dissipar, e ela, começou a vislumbrar de novo um horizonte, onde tudo havia escurecido, ainda com todas as incertezas desse mundo, pois o horizonte estava lá, mas da distânciaque ela estava, não conseguia enxergá-lo direito e soube, que ele poderia ser totalmente diferente do que ela poderia imaginá-lo, e nem por isso, ruim, apenas diferente.




sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Um temperinho.


Chuva na cidade - Foto Marcos Campos - Campinas - SP

As vezes vale mais um dia cinzento à um azul e alegre. Introspecção faz um bem danado ! As incertezas sempre estarão ai, sempre ! Não adianta lutar contra elas, nunca estaremos livres desse tempero, que pensando bem, é essencial à vida. Sem ele tudo ficaria de uma previsibilidade irritante e chata. Confie no seu taco !




quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Flores.

Receitas simples e bem executadas que fazem bem aos ouvidos.
Como não imaginar um bar escuro, vazio, ela com um vestido longo de mangas também longas e o trompetista num palco, com uma luz pontual somente sobre ela e o trompete, deixando o trompetista na escuridão,  um globo girando lentamente no teto, iluminando com seus pontos de luz uma figura solitária com uma garrafa e um copo, em uma atmosfera branca de fumaça de cigarros com olhos vermelhos e inchados ... puro clichê ! 



terça-feira, 15 de dezembro de 2015

O barba azul.


Graffiti da artista frësz, no próximo ao Mercado Municipal - Campinas - SP.

Talvez não seja segredo por aqui, do meu amor pela arte urbana, gente muito boa espalha pela cidade cinza o colorido de seus trabalhos, diferente da pichação que deixa tudo feio, o graffiti deixa tudo mais colorido e com vida. Antigamente a pichação tinha um teor político, de indignação e até em alguns casos, declarações de amor, mas cada dia isso é menos frequente, os pichadores em sua maioria, querem somente deixar a sua marca no maior número de lugares possível, quando o acesso é dificil então, melhor ainda, expõe a ousadia do pichador, mas, na minha minha opinião sem o respeito à construções e prédios que deveriam ser respeitados e preservados,  mas pichação não me atrai.
Ilustra: Grace Easton
O que gosto mesmo é do colorido e da criatividade do graffiti, este especificamente, que chamo de "O Barba Azul", que vi enquanto andávamos pela região do Mercado Municipal de Campinas, foi amor à primeira vista, pelo desenho e pelo simbolismo, tem algumas coisas minhas nele: a barba mar, o bigode macarrão, a âncora, a ligação com a água, a poesia. Coisa de pisciano ... hehe!
O Barba Azul talvez se torne algo mais do que um mero graffiti que vi pela rua e fotografei, talvez ele seja mais do que mais um graffiti no meu Instagram, talvez ele faça parte da minha história, talvez ele fique no meu corpo, por enquanto é uma idéia que estou amadurecendo, mas com grandes chances de acontecer, como todas as outras que tenho tem sua história e seu significado, ele não deixa de ser uma paixão e com muito significado, e com certeza, a arte ficará linda, com a benção da artista frësz, que se sentiu honrada e deu a maior força. Mas por enquanto estou amadurecendo a idéia, a coisa toda tem que ser sem pressa.

Instagram: @mtheblue

segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Vicio.


Imagem: web
Meu autor predileto é Edgar Allan Poe, desde a primeira vez que li os seus contos virei fâ. Da maneira que ele escreve, da riqueza de detalhes que ele apresenta em suas estórias, criando uma atmosfera ímpar. As estórias dele em geral são de um suspense/terror que retrata antes de mais nada a miseria humana, histórias de desgraças ligadas às imperfeições de carater dos personagens, atitudes erradas, de boas intenções totalmente fracassadas e um mundo obscuro imaginado por mentes perturbadas. Talvez seja coisa de pisciano maluco ... 

Um tempo atrás, zapenado na TV, caímos em um episódio do seriado "American Horror Story", escrito e produzido por Ryan Murphy e Brad Falchuk, era um episódio da temporada "Circus", onde me surpreendi vendo Kathy Bates como a mulher de barba e Jessica Lange em atuações magníficas. Mas foi um episódio e depois acho que vimos mais uns dois dessa mesma temporada, achamos legal mas não nos emplogamos muito e caiu no esquecimento.
Passado um tempo, e acho que éramos as únicas pessoas no mundo que ainda não tinham, adquirimos o NetFlix, vimos que havia a série toda disponível e resolvemos começar a vê-la. Ficamos impressionados logo no primeiro episódio da primeira temporada, com o texto, a direção e as belas atuações. Para mim, impossível não ligar American Horror Story à atmosfera que Edgar Poe conseguia criar em minha cabeça quando lia seus contos, só que estava tudo ali, materializado e com uma qualidade ímpar!
Ok, ok, ela não é uma série nova e eu estou totalmente atrasado, mas estou curtindo muito! Como não viciar em 3...2...1 !

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Talvez ...


Há dias que acordo e olho as coisas de uma maneira muito leve, e não é proposital, não me esforço para que isso aconteça, simplesmente acontece, parece que há uma pequena dose de poesia em tudo, uma energia diferente, desde os movimentos dos cães que convivo há anos, nas plantas nos vasos, que molho todos os dias, até no simples vapor que sai da cafeteira italiana, espalhando pela cozinha um dos melhores cheiros da vida, quando o café está pronto, o que acontece todo o dia. Até naquelas ações que não me agradam muito fazer, mas que temos que fazer no dia a dia para a vida funcionar, parece que se instala uma resistencia à irritabilidade, apesar de tudo não estar 100% como gostaria, e a gente sabe que nunca ficará, essa energia, é um bom presságio para começar o dia.
Talvez seja o dia, uma sexta-feira véspera de feriado prolongado ajuda um pouco, ou talvez seja uma forma do corpo e da mente dizer que está tudo indo de maneira correta, que se pode ficar, em paz.




Já gostei mais de Bjork, mas tem dia que eu acordo com ela na cabeça, fiquei lá pelo terceiro álbum, esses primeiros trabalhos agradam mais o meu "paladar" musical, cheias de detalhes meticulosamente pensados que me encantaram no trabalho dela, simplesmente um convite a voar por ai, como nessa faixa, quando ela mistura o antigo som da agulha tocando no vinil, logo depois do inicio da musica.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

We are the world.


Liu Xue, com certeza é meu escultor contemporaneo predileto! Como não pensar em nós e em nosso modo de vida observando suas esculturas realistas e hibridas? 

Imagem: WEB


"Apesar da primeira reação ser um tanto "argh", os detalhes dos hibridos impressionam tanto quanto a harmonia criada entre anatomias diferentes. WE ARE THE WORLD é o nome que o chinês deu à sua exposição, e é obviamente satírico. O realismo de Liu tem a intenção de fazer qualquer um considerar a possibilidade da existência hibrida e, de alguma maneira, praticar a aceitação do que é diferente e não glamouroso."


Imagem: WEB


Veja matéria e mais imagens da exposição AQUI



quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Constatações.



"Não há nada de tão infinita aflição
Como os pensamentos de um homem.

John Webster, O diabo branco.


terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Sabotagem !


Em tempos de redes sociais, a gente acaba conhecendo as vezes, um pouco melhor algumas pessoas pelas ações que elas praticam, pelo que elas escrevem ou compartilham a respeito de determinados assuntos, de outras pessoas e até de si mesmos. Apesar de eu achar que redes sociais são lugares onde as pessoas tentam a todo custo convencer, inclusive a elas mesmas, que a vida é bela o tempo todo, que nada de ruim acontece e que tudo é felicidade, e que a gente está cansado de saber que não é, algumas pessoas as usam para destilar o seu mal humor, inveja, preconceito, odio e afins, inclusive para sabotar outras pessoas. E essas pessoas, com suas ações e publicações odiosas, nos revelam também, outras pessoas que pensam e agem como ela, reveladas através de um chorume de comentários lastimáveis, que vem junto dessas publicações. Mas o que tenho notado, é que essas pessoas, que não são muitas, sim, tenho pessoas assim como "amigas" em redes sociais e que apenas desconfiava que eram assim,  é que elas tem uma auto-estima baixa e se sentem totalmente excluidas e infelizes, ou seja, se usam desse subterfúgio para sabotar, estão apenas se excluindo mais e atraindo para si, pessoas piores. Mas mais uma característica desse tipo de pessoa é o orgulho, que não vai deixar que elas notem que isso está acontecendo.
Por outro lado, é sempre bom saber um pouco mais das pessoas com quem a gente convive, e que estão do lado negro da força,  assim como ter consciência de que elas são a minoria, tem muito mais gente boa do que ruim ainda nesse planeta, mas não deixa de ser desanimador, acho que todo mundo deveria se esforçar para ser uma pessoa melhor a cada dia, usando de bondade e solidariedade, ou apenas não atrapalhando,  claro que a gente nem sempre acerta e faz umas burradas de vez em quando, mas ...


Foto: Marcos Campos - Fazenda Cachoeira - Campinas - SP.


segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Delicadeza.


Para começar a semana num ritmo mais leve ... existem musicas que a gente tem que parar, para ouvir.


sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Imagine ...


Somos fascinados por imagens, conhecemos ou reconhecemos o mundo e o outro, a partir do nosso olhar. Nossa vida inteira é feita de imagens: reais, virtuais e imaginárias. O que não vemos, podemos imaginar, a imaginação é um grande produtora de imagens, quase tudo que tornamos real, surge de uma idéia imaginada. Imagens nos inspiram, imagens nos emocionam, imagens nos comovem. Somos todos produtores de imagens, simplesmente por existirmos, a vida é uma grande sequência de imagens vividas que produzimos ininterruptamente e nem nos damos conta, somadas ou a partir das emoções que sentimos, que duram uma pequena fração de tempo, e desaparecem. 


Foto: Marcos Campos - Edificio abandonado do Chapéus Cury - Campinas - SP



quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Questão de dia.


Foto: Marcos Campos - Árvores do Quadrado à noite - Trancoso - BA

Há dias felizes, dias tristes e dias nada. Dias nada são dias em que uma energia estranha é sentida. Não há motivo aparente para tristeza ou felicidade, a apatia se faz presente nesses dias. Talvez haja sim um motivo, mas ele é tão sem importância num todo que me nego a reconhecê-lo como tal. Mas se for pensar, não é ele mesmo, a energia estranha já havia se instalado antes disso, seguida de uma leve dor de cabeça, que logo foi sanada com um analgésico. Talvez tenha a ver com o lugar onde eu estava. As vezes, me recuso a acreditar nisso e tento mudar a energia, mas não foi a primeira vez que isso aconteceu naquele lugar. Talvez exista de fato, lugares onde a energia estranha, nos contamine.


quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Incansável.


Existem umas musicas que a gente nunca cansa de ouvir, essa do Wax Tailor, com seus samplers e a super voz da Sharon Jones, nunca sai da minha playlist, aliás, Wax Tailor tem um monte de coisas super interessantes, sou fã !
Ah ! A letra é ótima !





terça-feira, 24 de novembro de 2015

Dias tristes ...


Rio Tietê, em Pirapora do Bom Jesus - Foto Marcos Campos

Não se deixe enganar pela imagem, o reflexo é bonito, mas a água é negra e podre, nada vive ali, e sorte que nesse dia, as espumas não estavam lá, fazendo parte da paisagem.
É um outro rio, doente crônico desde que me entendo por gente, em uma faixa que passa pela região metropolitana de São Paulo, mas não há como não chorar por ele, por outros País afora que sofrem com a ação humana, e mais recentemente pelo crime no Rio Doce, um rio saudável e cheio de vida que foi assassinado com o pior crime ambiental da história do País, e que está em pleno andamento, não acabou ainda, ainda está envenenando, agora o mar. 
Triste pelas pessoas, triste pelos peixes, triste pelos animais, triste pelo mar, triste por mais uma vez constatar, que esse não é um País sério.

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

O tempo e suas exigências.


Vamos mudando o tempo todo, quase não percebemos. As mudanças são contínuas e quase imperceptíves no dia a dia, mas ai chega um dia, a gente se olha no espelho e elas estão lá, acumuladas e visíveis. Não vejo isso com tristeza, mas também depende do humor do dia, tem dias que essas mudanças pegam a gente de uma maneira diferente. A gente se acha, mais feio, mais gordo e mais velho. Uma gordurinha aqui e ali, uns fios brancos no cabelo e na barba, ou a falta de cabelos, uma ruga que cresceu...
Ok, ok, faz parte da vida envelhecer, mas a gente quer envelhecer bem, ou pelo menos, mais ou menos. Não há uma receita para que isso funcione da maniera como a gente imagina, como seres biológicos que somos, podemos adoecer no meio do caminho e toda a coisa muda de figura. Mas também não dá para entrar num vale tudo e continuar fazendo o que sempre se fez. Com certa idade, e isso incomoda também, não dá para comer como se comia, não dá para beber como se bebia, não dá para viver como se vivia! O corpo muda e exige mudanças. Esses são apenas exemplos de tudo que a gente tem que ir cortando no meio do caminho para tentar se manter mais ou menos com saúde. E isso as vezes pega diferente também, um pouco desanimador, deixar de fazer coisas que as vezes são pequenos prazeres numa vida cheia de afazeres e obrigações pode de vez em quando, deixar a gente meio pra baixo. 
Mas há um outro lado nisso tudo, como o humor, tudo pode mudar, e no outro dia você pode se olhar e ver que todos os pequenos sacrifícios que você fez, em prol da sua saúde e do seu corpo, deram em resultados positivos, tudo, tudo é acão e reação e é nossa obrigação, cuidar dessa casa que é o nosso corpo. Temos que ter em mente que não há outra maneira de fazer certas coisas, não depende da gente, o tempo não vai parar e a gente não vai parar de envelhecer, se quer ter uma vida talvez, eu disse talvez, melhor e com saúde, temos sim que fazer certos sacrificios.
Não desanimemos! O caminho do meio está ai! Salvo alguns vicios que temos que eliminar de nossas vidas, ou talvez não, aí é uma questão de escolha, um monte de coisas podemos continuar fazendo em menor escala.
Só não vale, ficar o tempo todo vendo as imperfeições que vem com o tempo. O saldo geral, ainda é legal, e acho que vale viver.


quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Uma prece.


Uma prece é acordar e pensar no dia, no que se pode fazer para dar certo aquele plano. Uma prece é acordar e se sentir vivo. Uma prece e ter bom humor para viver o dia. Uma prece é estender a mão quando alguém precisa. Uma prece é preservar a natureza. Uma prece é respeitar os animais. Uma prece é sorrir. Uma prece é entender o próximo. Uma prece é ser grato. Uma prece é reclamar as vezes. Uma prece é reconhecer. Uma prece é um pensamento.
E em nenhum desses casos se precisa de uma receita certa ou de palavras decoradas, não precisa ficar falando de Deus o dia inteiro, não precisa colocar selfies com passagens biblicas em redes sociais com roupas e poses sexys (!), sim, isso acontece.
Falar de Deus o tempo todo é muleta, isso em parte é tirar a sua responsabilidade ante a vida que você tem. A maioria das coisas que acontecem na vida são conseguencias diretas dos nossos atos e escolhas, Deus não tem nada a ver com isso. Se ficamos doentes, ora, somos seres biológicos, de um certo ponto de vista, natural, como nascer e a certeza de envelhecer a cada dia, e morrer.
E esse tipo de pessoa anda cada vez mais frequente, infelizmente, tentando sempre te convencer de que ela é que tem razão, que você é que está errado em não acreditar, e o pior, causando o câncer da segregação . Acreditar ... antes eu acreditava mais, hoje acredito quase nada vendo como as pessoas se comportam em relação a isso, a Deus e religião, e ainda acho que o quase nada que acredito se deva a educação dada por meus pais.
Lideres religiosos de uma ala evangelica ultra conservadora infiltrados na politica, levam o país num caminho de retrocesso, ou seja, em busca de poder, usam a biblia e a ignorância das pessoas para por em prática suas idéias deturpadas, nada a ver com religião séria. Religião hoje é outra coisa, é busca de poder, dinheiro, ostentação e manupulação de massa. Que nada, sempre foi assim! Lideres religiosos promovendo guerras, em nome da religião muito se matou e muito se mata até hoje.
Claro que há exceções, gente fazendo um trabalho na contra mão disso tudo que falei e fazendo realmente o que eu acho que pessoas espiritualizadas devem fazer: o bem. Alás, não precisda ter religião, tentar sempre ser um ser humano melhor é a melhor das religiões.
Lembro de uma produção que vi, se não me engano, americana, Angels in América, em que no final, Deus havia abandonado a humanidade e ido embora.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O homem na tempestade.


E ontem, por alguns minutos, paramos para ver a tempestade. Ela não era como as outras, era um pouco diferente, como dizemos, essa veio de trás. A maioria das tempestades em casa, passa em um sentido, subindo a rua, essa, estava vindo de trás da casa, com um vento forte, fazendo as palmeiras rabo de raposa balancarem num sentido em que elas não estão acostumadas, sempre admirei as palmeiras em geral pela capacidade que elas tem em não sair voando, dada sua raiz relativamente pequena em proporção ao tamanho que elas atingem, e o chapeu de praia do vizinho em frente se retorcer, outra árvore forte. A rua em frente a nossa janela é sem saida e bem arborizada, com a tempestade, muito vento e muita chuva, a paisagem fica quase monocromática, escura, a não ser pela luz amarelada nos postes que aparecem entre os galhos quando o vento os obriga a se contorcerem. E ali, em meio a tudo isso, agindo como se nada estivesse acontecendo ao seu redor, fazendo o movimento rotineiro, o trabalho de todos os dias, andando com a aparente calma, só aparente, com ambas as mão ocupadas, carregando fardos pesados nos braços, estava o lixeiro.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

A beleza, sempre relativa ...


Pequenos detalhes de um quintal que a flora nos dá. Uma helicônia, um muro com trincas e umido, que gerou umas manchas de musgo, uma composição simples, mas que a mim ficou bem agradável. O muro, imperfeito pelas rechaduras e infiltrações, gerou um fundo totalmente integrado à beleza do primeiro plano. Gosto muito dessas pequenas surpresas. 



segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Todos iremos, e ela tomará tudo de volta.


Essa série de videos da Conservação Internacional Brasil, A Natureza Está Falando, cumpre super bem o objetivo de chamar a atenção das pessoas para a consevação, dizendo, nada além,  do que a verdade. 




sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Memória musical.


Ah ! A musica! Essa coisa que vem nos acompanhando talvez desde o nosso surgimento, talvez uma maneira de reverenciar deuses, talvez uma maneira de contar as histórias dos heróis, dos povos, talvez uma maneira de dizer as coisas, talvez uma maneira para falar de amor. Ela pode ter várias formas, vários ritmos, a gente até desaprova alguns deles, nos arranha os ouvidos, mas soa bem aos ouvidos de outros, basta não ouvir, cada um conforme a sua musica. Musica para dançar. Ah ! Dançar! Dançar é outra coisa interessante, a musica entra pelo ouvido e faz movimentar braços, pernas e cabeças, formando uma viagem sensorial no cérebro que reverbera pelo corpo. Não precisa ter lugar pra dançar, dance em qualquer lugar, mesmo porque, para uma boa dança, as vezes não precisa de nem muito movimento, basta alguns discretos, o que vale é a sua viagem.
Para quem realmente gosta de musica, a vida vem sempre com uma ou mais delas gravadas em períodos. Ela nos remete para momentos e pessoas que já passaram, nos faz lembrar. 
Clara Nunes me leva de volta a uma pequena casa que moramos em Santo André- SP, eu era pequeno, e não podia me afastar muito de minha mãe zelosa, pois a rua era muito movimentada e eu era muito pequeno para sair sozinho, mas lembro, de minha mãe lavando roupa na lavanderia e eu no meu velocipede de metal, fazendo circulos no quintal em alta celocidade, ouvindo o radinho à pilha e Clara Nunes esta lá, assim como um sem número de outras canções e artistas que me transportam para momentos vividos. 
Mas essa semana, lembrei de um grupo e resolvi ouvi-lo, marcou minha pós-adolescencia, períodos de grande solidão, descobrimento e liberdade, quando sai da casa dos meus pais, um momento de virar gente grande, de andar com as próprias pernas e todos os problemas que isso envolve. Mas também foi um período ótimo e divertido, tempo para tudo. E foi bem emocionante ouvir as musicas novamente, me lembrou de gente que era tão importante na época e que hoje não faz mais parte da minha vida. E acho que é assim que é mesmo. Gente vai, gente vem, tempo passa. Mas uma música que a gente gosta, sempre deixa uma memória.

Cocteau Twins - Pitch the baby, é uma delas.



quinta-feira, 12 de novembro de 2015

A palavra do dia.


Empatia:

s.f. Ação de se colocar no lugar de outra pessoa, buscando agir ou pensar da forma como ela pensaria ou agiria nas mesmas circunstâncias.
Aptidão para se identificar com o outro, sentindo o que ele sente, desejando o que ele deseja, aprendendo da maneira como ele aprende, etc
Psicologia. Identificação de um sujeito com outro; quando alguém, através de suas próprias especulações ou sensações, se coloca no lugar de outra pessoa, tentando entendê-la.
Competencia emocional para depreender o significado de um objeto, geralmente de um quadro, de uma pintura, etc.
Faculdade para idealizar ou traçar a personalidade de alguém, projetando-a num dado objeto, de maneira que tal objeto pareça estar indissociável desta. 
Sociologia. Compreensão do Eu social a partir de três recursos: enxergar-se de acordo com a opinião de outra pessoa; enxergar os outros de acordo com a opinião de outra pessoa; enxergar os outros de acordo com a opinião deles próprios.
(Etm. do grego: empátheia, pelo inglês: empathy). 

Fonte: []Dicio

Mais uma via de mão dupla, que se a gente não deixar a teimosia de lado, não resolve nada. Nos dias de hoje, onde o Eu de cada um é sempre maior do que o do proximo, não fica nada fácil.


terça-feira, 10 de novembro de 2015

Nosso dia a dia de preconceito.


Sofremos preconceito porque somos negro, branco, amarelo. Sofremos preconceito porque somos gay, hetero, bi ou travesti, trans então, nem se fala. Sofremos preconceito porque somos feios, bonitos, macho, fêmea. Sofremos preconceito porque usamos barba, bigode, cavanhaque. Sofremos preoconceito porque nos vestimos bem, por andarmos por ai mal vestidos. Sofremos preconceito porque somos gordo, magro, forte, fraco. Sofremos preconceito porque temos um corte de cabelo diferente, porque não temos cabelo. Sofremos preconceito porque temos pinto grande, pinto pequeno, pinto torto. Sofremos preconceito porque temos seios grandes, seios pequenos. Sofremos preconceito porque somos alto, baixo. Sofremos preconceito porque temos bunda grande, porque não temos bunda. Sofremos preconceito por ser inteligente,  por ser limitado.
Tudo isso eu fui ouvindo ao longo do tempo, não, eu não inventei, e não não deve ser segredo para ninguém. É um grande fogo cruzado entre as pessoas, parece que ninguém é livre de preconceito, parece que todo mundo é preconceituoso, e acho que é mesmo. Algumas pessoas ou grupos são alvos desde sempre, e me parece que a coisa tem piorado em vez de melhorar. Casos de racismo explicito, pastores evangélicos incitando ódio aos gays, padrões de beleza impostos e adotados custe o que custar, principalmente pelas mulheres, entre outras coisas. Tudo isso alavancado pelo alcance cada vez maior das midias sociais.
Quando será que o mundo vai se aceitar como uma grande diversidade ? Quanto todos os tipos que citei ai em cima vão conviver em harmonia ? 
Que isso é possível, a gente já sabe, mas será que vai acontecer ?

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A economia e o mundo real.


Para reflexão, num mundo onde parece que as pessoas se esquecem que tudo começa em um único lugar, de um único jeito. Num mundo de smartphones e realidades virtuais, em que as crianças, por exemplo, não sabem o nome e nem de onde os alimentos vem, como são produzidos. A concientização vem melhorando, mas ainda falta muito ao meu ver, mas como ouvi em um documentário uma certa vez que nem lembro quando: "Não há como preservar enquanto houver pobreza no planteta." O que prova mais uma vez o que sempre falo: Tem gente demais no mundo!





sexta-feira, 6 de novembro de 2015

A vibe e o dia.


Todas as semanas são as mesmas de uma certa maneira, e totalmente diferentes a medida que a vida passa e os acontecimentos nunca se repetem, ou se repetem em um certo aspecto, pois todas as semanas tem os mesmos dias, sempre, a famosa rotina. Mas tem um dia da semana em especial, que para mim tem uma energia diferente, sempre tenho a impressão que as pessoas estão mais dispostas, talvez até um pouco mais alegres, nesse dia, até em alguns ambientes corporativos, existe a opção de se ir vestido com roupas mais casuais, e que antecede o fim de semana, é a bendita sexta-feira !
Não, não é preguiça de trabalhar, não sou desses que ficam reclamando do próprio trabalho, afinal, é ele que proporciona em partes, o que se vive, mas talvez seja o fato de se ter mais tempo para viver a vida pessoal, ficar mais tempo em casa, com seu amor, com os cães, com as plantas, descalço, sem camisa, um tempinho que não há regras, que não há horários pré estabelecidos para nada, onde teoricamente, se faz o que se quer,  onde a ordem é r-e-l-a-x-a-r !


The Mighty Bop - Feeling Good



quinta-feira, 5 de novembro de 2015

O tempo as vezes pára para algumas coisas, basta notar.


Foto Marcos Campos - Bairro - Vila Joao Jorge - Campinas - SP

Estava saindo de um consultório médico bem em frente a esta casa, e, na hora em que essa Kombi estava estacionada em frente a ela. Me pareceu, olhando só para essa cena, que havia regredido algumas décadas e não pude deixar de pensar, que assim como cada pessoa tem a sua história, as casas também tem as suas. Ali, imóveis, e servindo de abrigo desde que foram construidas, devem ter acompanhado um sem número de vidas e situações em que seus moradores passaram, momentos de todos os tipos, emoções e sentimentos inerentes aos humanos. Como pode ser também, que os moradores sejam os mesmos desde sua construção.
Envelheceu também, como seus moradores, mas casas podem ser preservadas ou restauradas, uma tinta aqui, um cuidado especial ali com o piso ou a parede, deixar o telhado sempre em ordem, são ações que deixam uma aparencia jovem e saudavel, apesar da idade,  já os corpos humanos, os cuidados e restaurações não tem o mesmo efeito ... 

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

A falta que faz quem está ali, do seu lado.

Sinto sua falta. 
Em alguns momentos isso vira raiva, raiva pelas conversas não tidas, pelos recados não respondidos, pelo branco que você anda sempre deixando ultimamente. 
Pela sua ausencia e pelo seu afastamento deliberado, pela falta de vontade de fazer um movimento. 
Raiva por conseguir ver que você está se deixando enredar por caminhos conhecidos, velhos conhecidos de nossa vida toda, da vida toda. E que a gente sabe exatamente o que vai acontecer, você sabe, eu sei, a gente já conversou sobre isso, a gente conversa sobre isso, justamente porque tem que contornar situações criadas por alguém que trilhou esse mesmo caminho que você está começando.
Raiva por você estar cada vez mais arredio das pessoas, das pessoas que você acha que te fazem mal. Mas você está equivocado, sempre esteve, quem perde com isso é sempre você. É sempre muito mais fácil ficar ao lado de quem não questiona nunca, é sempre muito mais fácil ir embora, do que conversar como gente grande, do que assumir a responsabilidade, do que se assumir, com os erros e acertos, sim, porque você não somente erra, ao contrário do que você talvez pense que pensemos de você. Coisa de eterno adolescente.
Raiva de sentir saudade da cumplicidade de coisas que falávamos um para o outro, do riso solto que sempre tivemos pela besteira mais ridicula dita ali, na companhia um do outro.
Raiva pela sua covardia, sim covardia, pois a situação exige movimento contrário, e esse movimento você não está fazendo, e parece que não está nem querendo fazer, a correnteza está leve e morna, e é fácil flutuar e se deixar levar. Mas como? Como se esquece das experiências que se viveu e vivencia ainda hoje com outra pessoa com a mesma história?
A raiva em uma certa altura, se nada mudar, e sinceramente eu espero que mude, vai virar tristeza. Tristeza porque eu não vou te acompanhar, muita gente não vai te acompanhar, mas muita gente vai te acompanhar, daquelas que sugam, daquelas que não agregam, daquelas que quando tudo fica escuro, desaparecem junto na escuridão, e você não vai enxergar as outras que você ignorou, e que estarão mesmo depois de tudo, dispostas, porque você é orgulhoso.
Há bifurcações conhecidas nessa vida, talvez seja hora de escolher o mais dificil. E eu espero que você faça isso.


terça-feira, 3 de novembro de 2015

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

O simples e o lixo nosso de cada dia.


Não consigo entender, como nos dias de hoje, as pessoas se preocuparem tão pouco com o meio ambiente, apesar de dizerem o oposto disso.
Muitas pessoas acham que o processo de reciclagem das coisas resolve e justifica muitas atitudes, mas o processo de reciclagem também consome energia não renovável, para reciclar, o caminhão que recolhe o lixo para reciclagem usa petróleo, para se reciclar os materiais é usado energia eletrica, por exemplo.
Por isso eu não consigo entender porque as pessoas vão ao parque domingo e compram milho verde para comer, mas em vez de morder o milho na espiga, o que seria o mais natural,  comem o milho em um pratinho de isopor, tirado da espiga com uma faca e com um garfo de plástico, ou seja, para se comer um simples milho cozido, que geraria como resíduo somente a espiga, hoje em dia gera a espiga, um prato de isopor e um garfo plástico !
A mesma coisa acontece com a água de coco, as pessoas compram um coco e pedem para a água ser colocada em uma garrafinha de plástico! Para tomarem com um canudinho! Ou seja, além do coco vazio, vai de lambuja uma garrafinha e um canudo plástico.
Café, essa bebida que tanto adoro, virou uma outra coisa, a moda agora é usar capsulas de café, ou seja, chic hoje é tomar um cafézinho feito a partir de uma capsula em uma máquina específica, gerando uma capsula de plástico para cada cafézinho feito, uma capsula de plástico como lixo para cada cafézinho !
Frutas, faz um tempo que ando notando, frutas descascadas em pratinhos de isopor nos supermercados, mais pratinho de isopor como resíduo, por preguiça de se descascar uma mexirica, por exemplo ?
Não, não consigo entender essas atitudes, e as pessoas não estão preocupadas com isso. Estou falando que elas pensam que se as coisas vão ser recicladas tudo bem, vamos usar plástico indiscriminadamente. 
É só olhar para o rio ou córrego mais próximo, para se notar que nem tudo vai parar numa usina de reciclagem, uma grande parte desse lixo plástico vai parar nas ruas, nos rios, no mar, em lixões, demorando décadas para se decompor.
Desses poucos exemplos que dei, se fizéssemos as coisas de uma maneira mais simples, imagina a quantidade de lixo que deixaríamos de gerar ? 

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

A volta !

Os macacos - graffiti em Campinas - SP.

E voltamos ! Depois de um tempo longe daqui, deu vontade de andar por essas bandas de novo, compartilhar viagens fotográficas e mentais, ter um espaço para escrever, nem que seja umas besteiras. Deu saudades de alguns amigos que a gente só encontra por aqui, a vibe do blog é diferente de outras redes sociais, enfim, vamos começar de novo a escrever esse diário, compartilhar fotos e idéias e o que der na telha !