segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Constatações.



Quando a viagem é longa, alguma coisa sempre se perde no caminho, meio que inevitável,  as vezes, irrecuperável. Mas a vida continua, e a gente consegue sobreviver,  as vezes bem, com as perdas, que com o tempo são transformadas, e talvez daí, ganhem até um outro status.


Foto Marcos Campos - Casa Arq. Flavio de Carvalho - Valinhos - SP




sexta-feira, 29 de julho de 2016

Alheamentos.



Alheio à vida em séries de tv. A violência que não choca, sangue, morte, facadas, tiros,  o bizarro as vezes monstruoso que comove, aceitável, interessante, o irreal provocando emoções, inaceitável no mundo real para muito menos. Abominamos violência na vida real e a consumimos de maneira assustadora, e gostamos, nos deliciamos com ela,  como se a dor não fosse real, como se os gritos, o sangue e o terror nos rostos, fossem sempre pura interpretação e entretenimento, como se não fizessem parte do nosso cotidiano real. Talvez explique nossa frieza nesses tempos. Um capítulo. Ansiedade, outro. Meia noite, fim de mais um capítulo. Aterrissagem à vida real novamente. Dormir, sem sono, adrenalina das emoções,  porém necessário, o físico pede. Há trabalho no dia seguinte. Escova de dente, toneira, água, fria, espelho, vaso sanitário. Luminária muda no criado também mudo, kombis miniaturas, óculos, o cara eternamente fumando à minha frente, mas nunca haverá câncer nele, em seu rosto sério, porém com um esboço de sorriso, o circulador de ar quadrado, antigo, antes branco, agora amarelado permanentemente pelos anos, prostrado, esquecido desde o verão, não circula nada nesse clima,  meio que fazendo parte da decoração. Livro. Outra história antes do sono. Sombras em mínimos movimentos no teto na penumbra ... zzz





quarta-feira, 27 de julho de 2016

Um dia meio ... quarta.




Musica é uma coisa atemporal. Algumas bandas ou musicas vão com a gente a vida toda depois que as ouvimos uma vez. Uma unica vez é o suficiente para formar o amálgama.
Um tempo atrás, eu cheguei à conclusão que dias tristes eram mais interessantes para a gente se enxergar melhor, refletir, e continuo achando isso, sem a desatenção dos dias alegres a gente consegue enxergar melhor, mas aprendi também, a não confiar totalmente nos sentimentos de um dia triste, pode não ser real, o todo ou partes.





terça-feira, 26 de julho de 2016

Obrigatório !




Sou fã do Karnal, vejo muita coisa dele, esse, creio que seja obrigatório, e bom para deixar sempre à mão, para ver de novo ! Enjoy !



segunda-feira, 25 de julho de 2016

Nessa longa estrada da vida ... ♫



Ah ! A fragilidade que o seres humanos adquirem ao ficarem velhos. As vezes dói aos olhos e ao coração ver como somos, ou nos tormamos, cada vez mais frágeis, talvez seja essa a maneira mais correta a dizer, pois sempre fomos, a vida toda, frágeis, desde o nascimento, porém, nessa fase da vida temos responsáveis que zelam por nós, diferentemente do oposto, quando não se está no começo, mas já adiantado na estrada, e esses responsáveis não sejam uma certeza, e apesar de sabermos de uma certa maneira como viver, as coisas são bem mais complicadas. Quando se nota isso nos velhos, o declínio, a incerteza, a insegurança, a dependência, e em alguns casos, a solidão, sem falar na falta de dinheiro nessa fase complicada da vida, temos que lidar com certos sentimentos, variando ai de pessoa para pessoa, cada um os tem de maneira diferente, ainda mais quando esses velhos são os nossos pais, quando a gente se dá conta, de que nossos heróis/vilões, estão se tornando esses seres frágeis e dependentes. Impossível não traçar um paralelo nesses tempos, em que nunca se viveu tanto, em que nunca se teve tantos recursos para prolongar a vida, ao mesmo tempo que cresce vertiginosamente a insensibilidade dos humamos para com humanos velhos. Me questiono até que ponto vale a pena essa longevidade, em casos em que se perde a dignidade ou a vida fica limitada a pouquíssimas atividades, me pergunto porque sou uma pessoa super ativa, e não me imagino de outra forma,  mas vai ver, que até eu ficar mais velho, eu me torne menos ativo, talvez o tempo se encarregue disso, como de todas as outras coisas que com certeza ele se encarregará, pois vivemos tempos em que quase não nos observamos, de repente a gente se assusta ao ver as diferenças, quando se vê, já foi, ou o caminho contrário, a gente até se observa, mas se observa tanto todo dia, enxergando outra coisa no espelho,  e as mudanças são tão imperceptíveis no dia a dia, que as vezes temos a mesma sensação, de que uma mudança grande aconteceu, sem que fosse notada, e assim, creio eu, as energias vão sendo minadas nesse processo, com o tempo, todas. É um processo natural. Em um mundo não humano, os animais creio que não passam por um processo de velhice tão longo, por exemplo, num mundo de animais caçadores e caçados, os velhos se vão logo, pois sem vitalidade para lutar ou fugir, são logo caçados, o fim é o mesmo, mas talvez, de forma um pouco menos longa e dolorida. Enfim, é do ser humano se apegar ao menor fio de vida que ainda lhe resta e prolongar o máximo a estadia por aqui, salvo exceções. Mas vamo ai, que só fica velho quem não morre, e a vida, de uma maneira geral, mesmo a gente não tendo escolhido nascer ou não, é uma experiência bem interessante, tanto que a esmagadora maioria, nem pensa em querer morrer. E cada um, tem sua trajetória por aqui, e basicamente todos passaremos por um final parecido. Nos resta torcer, para que seja de uma maneira leve. Claro que essa fragilidade é uma parte do processo todo da velhice, há muita vida e coisa boa acontecendo junto a tudo isso, a coisa muda totalmente de pessoa para pessoa, cada história de cada um. 





sexta-feira, 22 de julho de 2016

Uma questão de fazer questão.



Não adianta, a gente pode até ter uma simpatia por algumas pessoas e por algum tempo tentar uma proximidade, achando que aquilo vai resultar numa amizade, e pode mesmo, mas pode não virar nada também. Cada vez mais me convenço, que quando for para acontecer, a coisa acontece sem que se tenha que pensar muito, sem articular proximidades e encontros e convites, nada disso, a coisa flui naturalmente, assim como pode fluir também um distanciamento. Num primeiro momento a gente pode até achar uma coisa, que com o tempo, vai se mostrando diferente do que realmente é, quem nunca achou aquela pessoa super legal, ou chata pra caramba, e foi vendo que não era nada daquilo depois?  Falando em redes sociais, uma vez eu disse, porque já aconteceu mais de uma vez comigo, que se você quer destruir sua expectativa a respeito de uma pessoa, se torne amigo dela em redes sociais. Claro que não é uma regra e o contrário, claro que acontece. Mas em alguns casos, a diferença é tão grande, essa coisa de vida virtual/vida real, uma grande encenação. 
Mas isso tudo também é um processo natural, claro que a medida que se vai conhecendo melhor as pessoas, se cria maior afinidade ou não. Mas não sei, as pessoas me parecem complexas nesses tempos, fazer amigos parece que ficou um pouco mais complicado, talvez seja essa individualização das pessoas, sempre tenho uma certa sensação de que falta simplicidade à elas, uma impressão que todo mundo é muito hoje, muito em muitos sentidos que não só pessoas, tem que se ter uma lista enorme de adjetivos atrelados à sua pessoa, pra se ser pessoa.
Isso pra dizer, que o que importa mesmo é gente que faz questão da gente. Amizade, assim como amor, são palavras que tem um outro sentido nesses tempos, um tanto quanto banal, tanto que nunca se esteve tão só, em meio a tanta gente, ou tão cercacado de pessoas conectadas real ou virtualmente, e tão sozinho. Basta se meter numa encrenca ou precisar de ajuda de fato e humana pra ver quanto sobra perto. Enfim, amigo, é coisa pouca mesmo, um número pequeno que fica por perto, e as vezes nem isso, fica longe, mas tá lá, uma questão geográfica. Então não se preocupe com aquela pessoa que você tenta se aproximar e não rola, ou aquele seu amigo que está se distanciando cada vez mais, não adianta uma forçação. São  poucas pessoas, essas que como disse, que fazem questão, que importam. 






quinta-feira, 21 de julho de 2016

É aos pedaços que se vive.


A vida é feita de pedaços da gente. Ela sempre cobra algo, não tem jeito. Por mais que a gente não se dê conta disso, é isso que acontece. A cada coisa que dá certo, a cada coisa que dá errado, lá se vai um pouquinho da gente, mesmo se você for do tipo que não faz nada da vida, também usa esses seus pedaços. Podem ser pedaços fisicos, podem ser pedaços psicológicos, pode ser desgaste mental ou simplesmente o tempo que se tem de vida aqui. Talvez o que controle seja tudo o que se sente, tudo o que o corpo sente. Tudo que a mente sente influencia no corpo, tudo o que o corpo sente influencia na mente, coisas interligadas que talvez determinem o tempo que o corpo permanecerá aqui. Corpo são, corpo doente, também depende disso o curso que a vida vai tomar, determinando momentos. A gente tem um certo controle sobre isso, mas pouco de um modo geral, momentos felizes, que a gente não sente os pedaços irem, e os momentos tristes, em que os pedaços parecem grandes, e doem quando vão. Até o momento, em que tudo é consumido.